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Aluguel fica mais caro e financiamento da casa própria cresce em 2026

Nos primeiros sete meses de 2026, as vendas aumentaram 40,8% em relação ao ano passado

Carla Melo
Por
Inadimplência de aluguel na Bahia sobe e fecha setembro em 4,31%
Inadimplência de aluguel na Bahia sobe e fecha setembro em 4,31% - Foto: Divulgação

As altas taxas de juros tem sido uma das responsáveis por pesar no bolso no brasileiro. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços para novos contratos de locação residencial subiram 5,97% nos primeiros sete meses de 2026, quase o dobro da inflação oficial IPCA, que acumulou alta de 3,44% no mesmo período.

Em 12 meses, a diferença é ainda mais expressiva: enquanto o IPCA avançou 4,44%, os aluguéis tiveram alta de 9,28%.

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Diante disso, o cenário de consórcio imobiliário, como financiamentos de imóvel, tem feito cada vez mais presença na estratégia de médio ou longo prazo dos brasileiros. Somente nos primeiros sete meses de 2026, as vendas aumentaram 40,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

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“Para quem ainda paga aluguel, o consórcio permite planejar a compra do imóvel de forma gradual. O consumidor participa de um grupo, realiza pagamentos mensais e, quando contemplado por sorteio ou lance, tem acesso à carta de crédito. E, olhando para o bolso do consumidor, o valor pago no consórcio é consideravelmente menor que o de um financiamento, com parcelas que podem ser mais acessíveis para o brasileiro”, explica Bruno Borges, Chief Marketing Officer (CMO) do Mycon, fintech especializada em consórcios digitais.

Financiamento em alta

O número de participantes ativos chegou a 3,32 milhões, alta de 35,5%, enquanto os créditos comercializados avançaram 33,1%.

As vendas financiadas de imóveis residenciais no Brasil somaram 507.299 unidades no primeiro semestre de 2026, entre casas e apartamentos. O número representa crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 475.748 financiamentos. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.

A alta foi puxada principalmente pela venda financiada de casas. A categoria passou de 255.776 para 285.900, crescimento de 11,8%. O aumento na venda de apartamentos financiados foi de 0,6%, passando de 219.972 para 221.329 unidades.

“Na média de janeiro a junho, o brasileiro financiou 64,8% do valor dos apartamentos e 62,8% do valor das casas. Isso significa que, na média, quem comprou algum desses tipos de imóveis deu entrada superior a 35% do valor para fazer a aquisição”, afirma Daniel Takatohi, superintendente de Produtos na Trillia.

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