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Escala 6x1: empresariado baiano vê prejuízo e pede debate no Senado

Representantes de federações pedem que discussão seja estendida para depois das eleições

Yuri Abreu
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| Atualizada em
Dirigentes empresariais defenderam estender o debate sobre o fim da escala 6x1 para depois das eleições
Dirigentes empresariais defenderam estender o debate sobre o fim da escala 6x1 para depois das eleições - Foto: .José Simões / Ag. A TARDE

Os representantes do empresariado baiano reforçaram, na manhã desta segunda-feira, 31, a projeção de prejuízo a diversos segmentos da economia caso a Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 for aprovada no Senado, sem um debate mais aprofundado com a sociedade.

Entre os executivos que ratificaram o alerta estiveram os presidentes da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes; da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Passos; da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda; e da Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase), Décio Barros.

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Em coletiva de imprensa na sede do Sebrae, em Salvador, eles trouxeram o posicionamento do setor produtivo sobre a votação da proposta. A mobilização integra a campanha nacional “Agora Não”, lançada na semana passada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Adiamento da discussão

Em declaração à imprensa, Kelsor Fernandes afirmou não ser contra o debate acerca da redução da jornada de trabalho, mas ressaltou que o momento eleitoral está prejudicando as discussões sobre o assunto.

Presidente da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes
Presidente da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes - Foto: José Simões / Ag. A TARDE

"Achamos que não é o momento de discutir algo que impacta de forma muito profunda a economia brasileira. Nós, aqui em especial, estamos falando sobre a economia baiana", afirmou o presidente da Fecomércio.

"A gente precisa mudar a relação de capital e trabalho para ter produtividade, para ter melhor renda. A gente sabe que o trabalhador, em muitos casos, ainda é mal remunerado. Mas, em compensação, precisamos mudar muitas outras coisas, fazer as reformas que o país precisa. E, neste momento, o que nós estamos pedindo aos senadores é que adiem essa discussão para que a gente, de uma forma mais apurada, mais civilizada, possamos discutir essa mudança profunda. Vamos deixar para discutir no ano que vem", acrescentou.

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Defesa das negociações coletivas

Para o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, para além da discussão sobre a mudança na jornada de trabalho, deveria ocorrer o fortalecimento das negociações coletivas, com as conquistas que cada categoria ou empresa teria condições de possibilitar.

Ele criticou ainda o fato de o tema ter tido um amplo debate na Câmara dos Deputados, ao contrário do que, segundo ele, vem ocorrendo no Senado.

Presidente da Fieb, Carlos Passos
Presidente da Fieb, Carlos Passos - Foto: José Simões / Ag. A TARDE

"Essa discussão, de alguma forma teve, na Câmara, audiências públicas, teve presença dos trabalhadores, dos empregadores e governos. Terá tem prefeituras e governos que serão afetados. Boa parte da forma de obra das prefeituras é terceirizada, e a terceirizada é contratada para fazer as 44 horas. A empresa contratada vai fazer pelo mesmo preço, manter o mesmo salário, trabalhando o mesmo? É óbvio que não, vai ter aumento do custo", disse o presidente da Fieb.

Aumento nos custos de produção do agro

Pela Faeb, Humberto Miranda ressaltou o aumento dos custos de produção e que isso pode gerar um efeito cascata, com os produtos chegando até o consumidor mais caros.

"Nós temos na pecuária de leite um impacto de 22% de aumento de custo. Nós temos na fruticultura, na uva, nós temos no café, nós temos na laranja um aumento em torno de 19% do custo de produção. Sabe o que significa isso? Esse custo será repassado e vai parar nas prateleiras do supermercado", alertou.

Presidente da Faeb, Humberto Miranda
Presidente da Faeb, Humberto Miranda - Foto: José Simões / Ag. A TARDE

"A gente precisa discutir produtividade, para que as pessoas possam melhorar a sua renda e não estimular a informalidade. No meu setor, quando a gente fala de informalidade, a pessoa que trabalha durante quatro, cinco dias e que essa renda não dá para manter a sua família, ele vai trabalhar um dia ou dois na propriedade vizinha para ganhar uma diária na informalidade. E não é isso que a gente quer", finalizou.

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Bahia escala 6x1 Fecomércio fieb Senado

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