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Auditores da Receita não farão desembaraço de cargas na BA e SP

Os servidores estão em greve desde o dia 20 de novembro de 2022

Da Redação
Por Da Redação
A decisão acontece após reunião para discutir a falta de acordo do governo com relação à remuneração por produtividade da categoria
A decisão acontece após reunião para discutir a falta de acordo do governo com relação à remuneração por produtividade da categoria - Foto: Tatiana Azeviche | Setur

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) anunciou nesta sexta-feira, 19, que não fará o desembaraço de cargas em portos e aeroportos da Bahia e de São Paulo nos dias 22 a 26 de janeiro. Os servidores estão em greve desde o dia 20 de novembro de 2022.

A decisão acontece após reunião da entidade na Delegacia Sindical do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, em Salvador, para discutir a falta de acordo do governo com relação à regulamentação da remuneração por produtividade da categoria, que desde 2017, reivindica por esse direito.

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Segundo o Sindifisco, na reunião realizada em 27 de dezembro, entre representantes da entidade, o ministro Fernando Haddad e o secretário-especial da Receita, Robinson Barreirinhas, o governo informou que não haverá alteração na proposta apresentada para o pagamento do bônus de eficiência em 2024. Neste mês, em assembleia nacional, a categoria rejeitou a oferta apresentada pelo Ministério da Fazenda.

Serão afetados os serviços de liberação de mercadorias no aeroporto de Viracopos, no Porto de Santos, na alfândega de Salvador (a partir do dia 23) e no Aeroporto de Guarulhos. Apesar da decisão, cargas urgentes como as perecíveis, cargas vivas, cargas perigosas, medicamentos, insumos médicos, bagagens e alimentos de consumo de bordo ainda poderão ser liberadas.

“Os Auditores-Fiscais lamentam os eventuais transtornos e prejuízos que serão causados aos contribuintes, em especial à indústria nacional e ao comércio exterior, pois prejudicar a economia do Brasil nunca foi a nossa intenção, mas depois de sete anos de espera, não nos restou outra alternativa, a não ser acirrar a mobilização iniciada em 20/11/2023”, diz a entidade em nota.

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