REPOSICIONANDO NO MERCADO
Azul prevê cortar voos devido alta do combustível
A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais
A companhia aérea Azul prevê fazer “cortes de capacidade” em meio a preços mais altos do combustível de aviação, o SAF, causado pela guerra no Irã. O presidente-executivo, John Rodgerson, disse que a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa.
Rodgerson disse que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga.
"Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado", disse o executivo em uma entrevista à Reuters.
"Mas ela [a guerra no Irã] continua, então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem sentido", diz Rodgerson.
A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.
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"Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro." A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.
"Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. Mas primeiro você começa com a utilização e o corte de frequências. Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 horas por dia quando os preços dos combustíveis dobram."