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Cidade cresce 209% e vira novo "diamante" do mercado imobiliário

Itajaí movimentou R$ 3,11 bilhões em vendas de imóveis entre janeiro e agosto de 2026

Carla Melo
Por
Praia Brava é um dos principais vetores de referência em Itajaí
Praia Brava é um dos principais vetores de referência em Itajaí - Foto: Divulgação | Bruno Cassola

A cidade de Itajaí, localizada no litoral norte de Santa Catarina, movimentou R$ 3,11 bilhões em vendas de imóveis entre janeiro e agosto de 2026, alta de 209,2% em comparação a 2025 e se posicionou como o novo "diamante" do mercado imobiliário brasileiro.

De acordo com levantamento da DWV, plataforma de dados do mercado imobiliário, entre as cidades do litoral catarinense analisadas, Itapema, fica em segundo lugar com R$ 2,43 bilhões, e Porto Belo e Balneário Camboriú, em terceiro e quarto lugar com R$ 2,35 bilhões e R$ 1,71 bilhão, consecutivamente.

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Veja o ranking de cidades com maiores crescimento imobiliário:

  • Itajaí - R$ 3,11 bilhões
  • Itapema - R$ 2,43 bilhões
  • Porto Belo - R$ 2,35 bilhões
  • Balneário Camboriú - R$ 1,71 bilhão

Para o corretor de imóveis e especialista em mercado imobiliário no Sul, Bruno Cassola, o dado ganha relevância quando analisado em conjunto com a oferta disponível. Em julho, Itajaí tinha 3.219 imóveis em estoque, equivalente a 1,09% da população considerada no levantamento. Itapema contabilizava 6.515 unidades e Porto Belo, 11.331.

“Itajaí vive um momento muito interessante porque combina um volume elevado de vendas com uma oferta ainda limitada de imóveis. Quando analisamos essa relação entre demanda e estoque, percebemos uma capacidade de absorção muito forte do mercado, com liquidez e procura consistente. Soma-se a isso um déficit habitacional superior a 15 mil moradias, segundo dados da Prefeitura, o que mantém aquecida a procura por imóveis e ressalta o quão promissora é essa região para investimentos”, afirma.

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Itajaí lidera pujança econômica no Sul

Os números mensais também mostram aceleração da cidade, polo portuário e logístico importante do país, que detém o segundo maior PIB do estado e o 4º da região Sul com R$ 48,2 bilhões em riquezas.

Somente em agosto, foram R$ 750,5 milhões em imóveis vendidos, avanço de 719,4% sobre agosto de 2025. Em julho, o volume havia alcançado R$ 826,2 milhões, 590,4% acima do mesmo mês do ano anterior.

“Alguns fatores ajudam a explicar essa procura: economia forte, infraestrutura consolidada, qualidade de vida e localização estratégica. Itajaí é uma cidade em transformação, com um ciclo de desenvolvimento que ainda tem muito espaço para avançar. Esse movimento deve refletir em novas valorizações imobiliárias, porque estamos falando de um município que reúne fundamentos sólidos para crescimento no longo prazo. Isso atrai tanto quem busca morar quanto quem quer investir”, comenta o corretor.

Valorização dos imóveis

De acordo com o Índice FipeZap, nos últimos quatro anos, o preço médio anunciado dos imóveis em Itajaí mantém uma valorização crescente e a projeção futura é ainda mais promissora. Atualmente, a cidade tem o quinto maior valor entre os municípios monitorados.

“Balneário Camboriú foi durante muitos anos o grande epicentro da valorização do litoral catarinense e continua sendo uma referência, mas Itajaí passou a desenvolver uma dinâmica própria. A Praia Brava é um dos principais vetores, porém Fazenda, Centro e outros bairros próximos mostram que esse crescimento não está concentrado em um único endereço. Quando uma cidade combina aumento das vendas, oferta limitada, alta demanda por moradia e diferentes regiões em transformação, ela deixa de ser apenas beneficiada pelo entorno e passa a ter protagonismo próprio”, conclui.

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