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MERCADO VIRTUAL

Conexão de Epstein com o Bitcoin motivou queda da criptomoeda? Entenda

Criptomoeda perdeu 22% do valor de mercado em uma semana

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

06/02/2026 - 1:00 h

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Imagem gerada por inteligência artificial ilustra suposta conexão entre o criminoso sexual Jeffrey Epstein e o suposto criador do Bitcoin
Imagem gerada por inteligência artificial ilustra suposta conexão entre o criminoso sexual Jeffrey Epstein e o suposto criador do Bitcoin -

Após o Bitcoin (BTC) despencar abaixo dos US$ 65.000 nesta quinta-feira, 5, renovando menor nível desde outubro de 2024, diversos perfis nas redes sociais ligaram a queda ao bilionário norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por comandar um esquema de tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes.

O grande motivo para a conexão ter sido feita foi o fato de termos e nomes ligados a criptomoedas como o Bitcoin aparecem milhares de vezes nos novos arquivos do Caso Epstein, divulgados na última semana pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ). Um mecanismo de busca apontou que enquanto o termo “Bitcoin” surge 1.522 vezes nos documentos.

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Por que “Bitcoin” aparece tanto?

Um dos indicativos para a recorrência do termo “Bitcoin” nos arquivos do caso é o contexto em que os e-mails e anexos foram produzidos: nos anos 2010, quando a criptomoeda já era vista como tema de tecnologia e, em alguns círculos, como alternativa de pagamento e investimento.

Em muitos documentos do caso, a palavra aparece como referência a transferências, doações, oportunidades de negócios ou conversas laterais, sem necessariamente indicar que o assunto seja o foco central do arquivo.

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No entanto, os arquivos também indicam que Epstein teve diversas tentativas de se aproximar de pessoas e iniciativas ligadas ao desenvolvimento e à pesquisa em torno do Bitcoin, em busca de influência e acesso a círculos estratégicos do ecossistema.

Além disso, entre 2002 e 2017, ele doou US$ 850 mil ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sendo que US$ 525 mil foram destinados ao Digital Currency Initiative (DCI), ligado ao MIT Media Lab. Em 2015, parte desses recursos foi utilizado para pagar desenvolvedores do Bitcoin Core de forma indireta depois que a Bitcoin Foundation ficou sem recursos.

A partir daí, o MIT passou a ocupar papel central no desenvolvimento do protocolo da criptomoeda, enquanto Joichi Ito, então diretor do Media Lab, passou a manter contato frequente com Epstein.

Contudo, os arquivos divulgados até então não mostram que Jeffrey Epstein possa ter influência direta na criação da criptomoeda, ou até que ele seja o famoso Satoshi Nakamoto, pseudônimo utilizado pelo suposto criador da moeda virtual, que nunca teve a identidade revelada.

A principal hipótese é que a ligação do bilionário norte-americano com o Bitcoin esteja relacionado à ampliação de capital social e conexões dentro do setor de criptomoedas, que naquele momento ainda era pequeno e não tinha o reconhecimento que tem hoje.

O que o mercado explica?

Nos últimos sete dias, o valor de mercado do Bitcoin caiu 22,2%. Para analistas, a criptomoeda tem sido negociada, em grande parte, na mesma direção que outros ativos de risco, como ações, em meio a um ambiente de baixa liquidez.

Informações da Stifel, empresa de serviços financeiros dos EUA, apontam que a queda no preço do bitcoin pode ser apenas o início de um declínio mais acentuado. Em nota, a corretora sugeriu que a criptomoeda pode cair cerca de 70% em relação ao seu recorde histórico, chegando a US$ 38.000.

Além disso, dados da CoinGecko mostram que o mercado global de cripto já perdeu US$ 2 trilhões em valor de mercado desde que atingiu seu pico de US$ 4,4 trilhões em outubro de 2025.

A queda das criptomoedas também está relacionada à queda das bolsas de Nova York pela terceira sessão seguida, em meio à liquidação de ações de tecnologia em Wall Street. Esse movimento foi acompanhado por uma queda nos juros dos Treasuries, enquanto o dólar se fortaleceu.

Os traders estão analisando várias preocupações, como temores relacionados ao setor de inteligência artificial (IA), dados fracos do mercado de trabalho nos EUA e as recentes declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre a regulação da IA e a tributação de ganhos com criptomoedas.

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