Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA

PIORES CRISES

Correios precisam de R$ 10 bilhões para regularizar entregas

O índice de entregas está abaixo de 70%

Carla Melo
Por
Cerca de 90% dos funcionários estão em atividade
Cerca de 90% dos funcionários estão em atividade - Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

Os Correios vive uma das suas piores crises refletindo também na avaliação das entrega. O índice de entregas no prazo já vinha em queda ao longo do ano, devido às dívidas com fornecedores. Agora, está abaixo de 70%, na média nacional.

Segundo o site O Globo, o número chega a 50% a depender da região, e a estatal não consegue regularizar as entregas sem uma injeção de R$ 10 bilhões no caixa até o fim de dezembro.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Desde o dia 16 de dezembro, funcionários dos Correios estão greve, o que segundo executivos, prejudicou a operação no fim deste ano, período mais intenso para os carteiros. Os Correios informam que 90% dos funcionários estão em atividade.

Leia Também:

ECONOMIA

Valor do novo salário mínimo para 2026 é publicado no Diário Oficial
Valor do novo salário mínimo para 2026 é publicado no Diário Oficial imagem

RECUPERAÇÃO

Conta de luz mais barata? Bandeira tarifária de janeiro é definida
Conta de luz mais barata? Bandeira tarifária de janeiro é definida imagem

BAHIA

Justiça suspende distribuição 'instantânea' de lucros de 2025
Justiça suspende distribuição 'instantânea' de lucros de 2025 imagem

Mesmo assim, o padrão de qualidade da estatal, conhecida pela pontualidade, despencou. O índice mínimo médio de eficiência permitido pela estatal era de 96%, e caiu para 68%. Em alguns locais, como na Bahia, está em torno de 50%.

Greve

Desde o dia 16, o sindicato dos trabalhadores dos Correios, aprovou uma suspensão de atividade. Ao menos nove estados aprovaram e realizam a suspensão das atividades. São eles: Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo relatos, a operação de Natal estava sob controle até o início de dezembro e se agravou com a greve, quando 24 dos 36 sindicatos que representam os funcionários decidiram fazer uma paralisação devido a um impasse no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

No centro da discussão com os funcionários estão os reajustes salariais e benefícios. Pela proposta, haveria 5,13% de correção nos salários a partir de abril de 2026 até agosto, quando ocorreria outro reajuste.

Na mesa de negociação, também consta um adicional de 70% sobre férias (a legislação prevê 33%). Por outro lado, a proposta considera o fim do ponto adicional por exceção a partir de agosto, quando os funcionários ultrapassam a jornada.

Sem acordo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) mediou as negociações e a juíza impôs a obrigação aos trabalhadores de manterem 80% do efetivo em ação sob pena de multa aos sindicatos que descumprirem esse compromisso.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Acordo Coletivo de Trabalho correios CRISE entregas greve reajuste salarial

Relacionadas

Mais lidas