ECONOMIA
Crédito de R$ 16,8 milhões ajuda restaurantes baianos a manter negócio
Setor é marcado por custos com insumos, equipamentos, funcionários e aluguel


Para restaurantes baianos, sobretudo pequenos, ter acesso a crédito pode fazer diferença não apenas na hora de expandir o negócio, mas também para manter as contas em dia e garantir o funcionamento da operação.
Em um setor marcado por custos com insumos, equipamentos, funcionários e aluguel, recursos financeiros podem ajudar empreendedores a atravessar períodos de maior pressão e colocar planos de crescimento em prática.
No entanto, a dificuldade de conseguir financiamento é um dos desafios enfrentados por pequenos negócios que, com menor estrutura financeira, acabam tendo pouco acesso a linhas tradicionais de crédito.
Desta forma, empreendedores podem recorrer a alternativas que ofereçam recursos de forma mais acessível e adequada à realidade do estabelecimento, como é o caso do iFood Pago.
A estratégia funciona como uma espécie de banco dos restaurantes, e oferece diversos produtos e serviços financeiros como conta digital, soluções de crédito e formas de pagamento, como a Maquinona de cartões de pagamento, que por meio da tecnologia de Inteligência Artificial (IA) auxilia os restaurantes.
Durante o iFood Move 2026, realizado em São Paulo, nos dias 16 e 17 de setembro, foi anunciado um investimento de R$ 24 bilhões no Brasil. Na ocasião, o acesso a crédito para restaurantes apareceu como destaque no quesito iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos negócios.
"Cerca de 30% dos desembolsos de crédito estão ligados à região Nordeste, então, 20% desses R$ 24 bilhões estão destinados à região", explicou o CEO do Ifood, Diego Barreto, durante coletiva.

Restaurantes baianos recebem R$ 16,8 milhões
A proposta é disponibilizar recursos que possam ser utilizados pelos empreendedores de acordo com as necessidades da operação. Entre agosto de 2025 e agosto deste ano, o iFood Pago concedeu R$ 16,8 milhões em crédito para restaurantes baianos.
Dados da pesquisa Ipsos-Ipec apontam que 63% dos empreendedores que acessaram crédito pelo iFood Pago não conseguiram aprovação no sistema financeiro tradicional.
"Todos os restaurantes que estão operando com a gente, que têm pelo menos seis meses de operação, já têm uma linha de crédito pré-aprovada. Toda a modelagem de crédito dele é feita em cima da operação real do que está acontecendo com o restaurante", explicou o CEO do iFood Pago, Bruno Henrique, durante coletiva de imprensa.

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Na prática, o dinheiro pode ser destinado a diferentes objetivos, como compra de equipamentos, reforma do estabelecimento, aquisição de estoque, capital de giro ou investimentos para ampliar a capacidade de atendimento.
Para um restaurante de pequeno porte, ter capital disponível também pode significar maior capacidade de planejamento. Em vez de adiar uma compra necessária ou recorrer a alternativas com custos mais altos, o empreendedor passa a contar com recursos para organizar o fluxo financeiro e fazer investimentos no momento considerado mais adequado.
No entanto, o crédito não representa apenas uma ferramenta de expansão. Em negócios com margens apertadas, o acesso a recursos pode ajudar a preservar a operação diante de despesas inesperadas ou períodos de menor movimento.
O Cartão iFood Pago, solução voltada a ampliar o acesso ao crédito digital para PMEs, registrou entre maio e julho, que mercados e atacados concentraram 65% do volume de transações e 57% do valor total movimentado. Os dados indicam que o meio de pagamento é utilizado principalmente para reposição de estoque e compra de insumos.

Para os pequenos empreendedores, a mudança amplia o número de ferramentas disponíveis para administrar o negócio e pode facilitar decisões que vão desde a manutenção da operação até novos investimentos.
Anunciada como embaixadora do iFood Pago, a empreendedora, investidora e jornalista baiana, Monique Evelle, conversou com o portal A TARDE sobre o convite. A parceria visa para levar educação financeira estruturada a micro e pequenos empreendedores do setor de alimentação.
"As pessoas precisam se acostumar a dar certo. E precisam ver cada vez mais outras pessoas que se parecem com a gente, com sotaques, que não sejam só de São Paulo, do sudeste, falando tranquilamente de dinheiro. Quando a gente fala de finanças, sobretudo com mulheres negras, mulheres empreendedoras, a gente já vai para o lugar da dor. Mas se estão dando certo, por que a gente não celebra isso? Então, que bom que eu sou parceira do iFood Pago, para propagar essa mensagem", disse.

*Repórter viajou para São Paulo, à convite do Ifood.


