ECONOMIA
Desenrola 2.0: como será novo programa para renegociar dívidas
A proposta do novo programa do governo federal está em fase final de desenho; veja detalhes

O governo federal está trabalhando para lançar no dia 1º de maio, no dia do trabalhador, uma nova versão do programa Desenrola, com objetivo de renegociar dívidas e liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação desses débitos.
A proposta do novo programa está em fase final de desenho, e ainda está sendo negociada entre a equipe econômica e representantes do sistema financeiro.
Quais são os pontos do programa
Prazo
De acordo com informações do O GLOBO, a equipe do Ministério da Fazenda trabalha com um prazo de três meses para a quitação da dívida dentro do programa. A ideia é concentrar as adesões em uma janela limitada, estimulando acordos em curto prazo.
Público-alvo
O programa deve atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos. Esse recorte busca direcionar a política para famílias mais afetadas pelo endividamento e com menor capacidade de negociação direta com credores.
Tipos de dívida
A ideia é abranger dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
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O governo queria limitar o período de atraso de 60 a 360 dias, mas ainda há negociação se poderia ser a partir de 90 dias ou por mais de um ano.
Uso do FGTS
O governo quer possibilitar o saque de até 20% do saldo do FGTS para o pagamento de dívidas. A medida também deve ser restrita a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos
Restrição a Bets
O desenho inclui uma trava para gastos com apostas esportivas, as chamadas bets. Beneficiários do programa ficariam impedidos de apostar por um período de seis meses, como forma de evitar o agravamento da situação financeira após a renegociação.
O que ainda falta fechar
O projeto ainda está sendo negociado, mas ainda é preciso explicar o volume de recursos que deve ser realocado do FGTS, a porcentagem de desconto para a renegociação e a taxa de juros a ser aplicada.
A ideia é de que quanto mais velha for a dívida, maior seja o desconto. Além disso, a tendência é de que a taxa de juros fique próxima a 2% ao mês.
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