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ENCONTRO

Encontro da construção civil debate futuro da habitação no Nordeste

O encontro reuniu representantes de construtoras, incorporadores e de orgãos municipais, governamentais e federais

Carla Melo
Por
Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores
Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores -

A habitação é uma das proteções legais essenciais que garante a moradia às famílias, e também está sendo um dos principais temas debatidos no Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores, da região Nordeste, nesta quinta-feira, 5, na Federação de Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

O evento, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reúne empresários, autoridades e especialistas do setor de construção civil de todo o Brasil para debater a mitigação do déficit habitacional no Nordeste, através do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) e os desafios e oportunidades para o setor em 2026.

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Para o presidente da CBIC, Renato Correia, os avanços desses programas sociais combatem um grande gargalo social, que é o déficit habitacional. Mas para além disso, possuem impacto positivo para diversos outros setores.

“É importante lembrar que é um direito constitucional sem recurso carimbado no Orçamento da União. Então todas essas soluções para a aquisição da casa própria, como ter um FGTS aplicado na habitação, ter os subsídios, ter PMCMV com recurso do pré-sal, ampliação da Faixa 3 e 4, são esforços de todos os entes para que a gente entregue a habitação. Hoj, podemos dizer que a habitação fornece saúde, ela fornece educação, ela fornece dignidade, ela fornece emprego e patrimônio para as pessoas”, explicou ele.

Renato Correia, presidente da CBIC
Renato Correia, presidente da CBIC | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

O mercado imobiliário registrou um valor geral de lançamento superior a 292 bilhões de reais, de acordo com dados informados pelo Secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Carlos Tomé Júnior, durante o evento.

Foram mais de 450 mil unidades lançadas pelo Minha Casa Minha Vida no ano passado, com crescimento acima de 10% na zona anterior. Além do crescimento do número de lançamentos, superior a 5% no volume de vendas e a 6% na oferta final de unidades entre o país.

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A região Nordeste foi responsável por mais de 80 mil unidades em 2025 e cumpre, segundo o secretário, um papel importante para o combate do déficit habitacional

“Importante para as nossas empresas, tais resultados traduzem algo muito maior que é o atendimento a milhões de brasileiros na conquista de sonhos como o da casa própria e uma visão de futuro traduzida pela geração de emprego formal. Os Mistérios da Cidade têm contribuído de forma inquestionável ao recolocar a gravitação do centro da estratégia brasileira de desenvolvimento e de inclusão social”, disse ele.

Secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Carlos Tomé Júnior
Secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Carlos Tomé Júnior | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Neste ano, o programa deve receber um investimento esperado na casa de 178 bilhões de reais, o que, de acordo com o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, se soma às ações de ampliação do programa, como o Reforma Brasil e as parcerias públicos privadas (PPP).

“Nós ampliamos a faixa de renda, e atendemos a classe média de R$ 8.000 a R$ 12.000 aumentando o escopo de atuação do programa e de mais famílias. Tínhamos uma meta de R$ 2 milhões de casas para entregar, e agora pretendemos chegar aos 3 milhões de unidades contratadas. Nós temos trabalhado então em diversas frentes que vão continuar ampliando a minha casa e minha vida”, continuou ele.

Augusto Rabelo, secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades
Augusto Rabelo, secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Para o diretor da FIEB, Vicente Mattos, o encontro é uma oportunidade também de debater a industrialização no setor e trazer a movimentação de inovação e capacitação de mão de obra.

“O setor da construção começa a apostar muito na industrialização para que você possa ter uma necessidade de um pouco menos de mão de obra através da capacitação de trabalhadores e sociedade civil, mas também da necessidade da inovação”, disse ele.

Diretor da FIEB, Vicente Mattos
Diretor da FIEB, Vicente Mattos | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

O evento segue até amanhã, dia 6 de março, desta vez no Senai Cimatec. A programação conta com uma visita técnica ao Cimatec, instituição referência em Tecnologia e Inovação na Bahia. Também serão discutidos os cenários e oportunidades do setor de construção e de habitação no Brasil neste ano.

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construção civil economia habitação Minha Casa Minha Vida

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