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IMPACTOS

Happy Hour deve ficar mais caro com tarifaço dos EUA; entenda

O Brasil tem mais de 1,7 milhão estabelecimentos de alimentação fora de casa, e isso inclue bares e restaurantes

Redação
Por Redação
O happy hour pode ficar mais caro após a aplicação do tarifaço de Trump
O happy hour pode ficar mais caro após a aplicação do tarifaço de Trump - Foto: Reprodução

O happy hour - momento depois do expediente em que as pessoas se reúnem geralmente em bares e restaurantes para beber e comer petiscos - pode ficar mais caro após a aplicação do tarifaço de Trump de 50% em exportações brasileiras.

Como país importante nas exportações de carne bovina, café e bebidas, o Brasil não ficou fora dos impactos com a possibilidade de, a partir do dia 1º de agosto, ter suas exportações afetadas pelo aumento dos custos. Em abril, o Brasil exportou quase 48 mil toneladas de carne para os Estados Unidos.

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Em maio, um depois de Trump impor um adicional de 10% sobre a carne brasileira, a venda caiu quase pela metade. Em junho, foram apenas 18 mil toneladas. E nos primeiros 21 dias de julho, pouco mais de 9 mil toneladas. Uma queda de 80% em três meses.

As bebidas, bem como a maioria das exportações brasileiras, podem entrar em um cenário de reajustes, para tentar driblar os impactos das tarifas e uma diminuição das exportações. Consequentemente, o setor é pressionado em uma temporada já marcada por promoções, como “double drinks” e menus com preços mais acessíveis, estratégia para driblar a demanda ainda fragilizada.

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Esse cenário, aponta Humberto Munhoz, sócio do Grupo 3T Brasil, acaba diminuindo a margem para aumento na ponta final. “O happy hour deveria ficar mais caro, mas o setor pensa duas, três vezes antes de aumentar o preço, porque a elasticidade preço-demanda é muito complicada”, disse ele em entrevista ao CNN Brasil.

Segundo ele, os bares e restaurantes estão monitorando semanalmente os possíveis aumentos e, quando possível, antecipam compras para segurar o preço, embora os estoques sejam curtos, de sete a dez dias.

De acordo com dados da Receita Federal, o Brasil tem mais de 1,7 milhão estabelecimentos de alimentação não domiciliares. “Recebemos a notícia, sentamos com o fornecedor, apertamos um pouco, e tentamos, em alguns casos, dividir esse ‘prejuízo’ para não repassar ao consumidor de imediato”, explica.

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economia EUA exportações brasileiras happy hour tarifaço

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