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ECONOMIA

Maior que o McDonald’s: gigante chinesa chega ao Brasil com preços baixos

Rede chinesa que já superou gigantes globais estreia em São Paulo, promete 25 mil empregos e aposta em sorvetes e bubble tea

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

23/01/2026 - 14:46 h
Mixue inaugura primeira loja no Brasil
Mixue inaugura primeira loja no Brasil -

A fast-food chinesa Mixue, conhecida por já ter ultrapassado McDonald’s e Starbucks em número de unidades no mundo, deu o primeiro passo oficial no Brasil. A marca inaugurou sua primeira loja no Shopping Cidade São Paulo e anunciou um ambicioso plano de expansão avaliado em R$ 3,2 bilhões, com a promessa de gerar até 25 mil empregos até 2030.

A chegada ao país marca o início de uma operação que aposta em preços acessíveis, modelo de franquias e um cardápio enxuto, baseado principalmente em sorvetes e bubble tea, mirando diretamente o consumo do brasileiro médio.

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Primeira loja abre as portas em São Paulo

A capital paulista foi escolhida como porta de entrada da Mixue no Brasil. A unidade inaugurada no Shopping Cidade São Paulo funciona como o primeiro contato direto da marca com o público brasileiro e também como uma vitrine do seu posicionamento no mercado.

Instalada em um dos centros comerciais mais movimentados da cidade, a loja estreia em um ambiente de alta concorrência e grande fluxo de consumidores, servindo como teste prático para medir aceitação, recorrência e percepção de preço.

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Um império global que aposta em escala

Com mais de 45 mil unidades espalhadas por 12 países, a Mixue construiu sua força a partir da repetição de processos e do ganho de escala. Nesse modelo, o crescimento não depende do desempenho isolado de uma loja, mas da capacidade de replicar operações de forma padronizada, reduzindo custos ao longo da cadeia.

Essa estrutura global permite maior previsibilidade no fornecimento de insumos e reforça a estratégia de preços baixos — ponto central da aposta da marca ao entrar em um mercado competitivo como o brasileiro.

Expansão bilionária e promessa de empregos

O investimento de R$ 3,2 bilhões anunciado pela rede sinaliza que a estreia não é pontual. A proposta é construir uma presença sólida no país, conectando a expansão à geração de empregos. Segundo a empresa, a meta é criar até 25 mil vagas até 2030.

Esse impacto tende a se espalhar por diferentes frentes, especialmente em um modelo baseado em franquias, que envolve contratações nas lojas, logística, suporte operacional, treinamento e abastecimento.

Fábrica própria para manter o preço baixo

Um dos pilares da estratégia da Mixue no Brasil é o investimento em uma fábrica de suprimentos própria. A iniciativa busca reduzir a dependência de terceiros e garantir maior controle sobre custos, qualidade e regularidade no abastecimento.

Em um negócio que se apoia na promessa de preços baixos, manter estabilidade na cadeia de fornecimento é essencial para evitar oscilações que possam comprometer o modelo.

Franquias como motor de crescimento

A expansão da rede no país será impulsionada pelo sistema de franquias. Nesse formato, a Mixue fornece insumos a custos reduzidos para os franqueados, permitindo que as unidades operem com preços competitivos e margens viáveis.

O desafio está em equilibrar crescimento acelerado com padronização, já que a consistência da experiência do consumidor é decisiva para sustentar a marca em diferentes regiões.

Sorvetes, bubble tea e consumo por impulso

O cardápio da fast-food chinesa é centrado em sorvetes e bubble tea, produtos de giro rápido e forte apelo de consumo recorrente. A combinação favorece compras por impulso, especialmente em locais de grande circulação.

Ao apostar nesses itens, a marca tenta se posicionar como uma opção acessível, repetível e fácil de incorporar à rotina, com potencial de viralização e fidelização pelo preço.

Disputa direta pelo brasileiro médio

A estratégia da Mixue mira principalmente as classes C+ e B, público sensível a preço, mas que não abre mão de conveniência. O objetivo é simples: transformar produtos baratos em hábito, e hábito em escala.

Mais do que luxo ou exclusividade, a disputa se dá pela presença constante no dia a dia do consumidor, especialmente em grandes centros urbanos.

Adaptação ao paladar local será decisiva

A empresa reconhece que o paladar brasileiro é diverso e que ajustes no cardápio podem ser necessários. O desafio será adaptar sabores e combinações sem comprometer a padronização que sustenta os custos reduzidos.

O desempenho da marca no Brasil dependerá desse equilíbrio entre identidade global e adequação local.

São Paulo como laboratório de teste

Escolher São Paulo para a estreia tem peso simbólico e estratégico. A cidade reúne diversidade de público, alta concorrência e um ritmo de consumo que testa rapidamente qualquer modelo de negócio.

A abertura da primeira loja reforça a narrativa de uma expansão planejada, baseada em franquias, cadeia de suprimentos própria e metas claras de investimento e geração de empregos.

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china fast food Gigante asiática gigante de alimentos

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