SEGURANÇA
Nem rosto, nem digital: biometria das veias da mão é nova aposta contra fraudes
Sistema pretende garantir mais segurança e evitar fraudes digitais


Empresas de tecnologia e segurança estão apostando em uma nova alternativa para evitar fraudes digitais e outros golpes. Após a era crescente da biometria facial, bancos, fintechs e plataformas digitais pretendem investir na biometria da palma da mão, com leitura de linhas e veias.
A leitura do sistema deve avaliar o formato da mão, as linhas da pele e até os padrões das veias abaixo da superfície e do fluxo sanguíneo. Os dados são captados por sensores ópticos e infravermelhos presentes nos aparelhos cadastrados com o novo sistema.
De acordo com informações divulgadas pela Tencent, desenvolvedora da plataforma PalmAI e proprietária de patentes dessa tecnologia, a hemoglobina absorve luz infravermelha próxima e faz com que as veias apareçam como linhas escuras sob a pele na hora da identificação.
Esse sistema torna quase impossível a falsificação dos dados, pois cada pessoa possui um padrão único nas mãos, tanto nas linhas, como no formato, tamanho, pele e textura do órgão. Caso uma pessoa tente se passar por outra, o sistema identifica a falsificação em menos de 300 milissegundos.
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Valor e aplicação
Caso seja aprovado pelas empresas nos próximos meses, o sistema deve integrar modalidades de pagamentos, transportes públicos e controles de acesso. Na China, a tecnologia já está em teste e é utilizada em estabelecimentos comerciais, estações de metrô e ambientes corporativos.
No entanto, o valor não é tão baixo assim para os investidores. Segundo donos da Tencent, os sensores palmares podem variar de aproximadamente US$ 70 a US$ 300 por unidade, que podem variar de acordo com a capacidade e o nível de sofisticação do equipamento.


