ECONOMIA
Número de brasileiros sem trabalhar cai para 5,9 milhões
De abril a junho, o Brasil tinha 5,9 milhões de pessoas desocupadas no segundo trimestre


A taxa de desocupação no Brasil, que corresponde ao percentual de pessoas com 14 anos ou mais que não têm trabalho, mas que estão procurando trabalho ativamente, foi de 5,4% no segundo trimestre encerrado em junho de 2026.
De abril a junho, o Brasil tinha 5,9 milhões de pessoas desocupadas, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 718 mil pessoas a menos que o trimestre de janeiro a março de 2026. Foi uma queda de 0,7 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, que foi de 6,1%.
Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 5,8%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).
Bahia gera novos postos em junho
Em junho, a Bahia registrou saldo positivo de 8.985 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O resultado representa o sexto mês consecutivo de crescimento do emprego formal no estado. Foram 87.327 admissões e 78.342 desligamentos no período.
Mercado de trabalho aquecido
A população ocupada no Brasil foi de 103,1 milhões, um aumento de 1,1%; com 1.081 mil pessoas a mais em relação ao trimestre anterior. Em relação ao período de abril a junho de 2025, o indicador apresentou variação positiva (0,7%), quando havia no Brasil, 102,3 milhões de pessoas ocupadas, representando um adicional de 742 mil pessoas.
O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 58,8% no trimestre de abril a junho de 2026, apresentando um incremento de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (58,2%).
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Em relação a igual trimestre do ano anterior, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.
Subutilização e subocupação de brasileiros
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que mede o desperdício de mão de obra, foi de 12,9%, uma queda de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (14,3%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 14,4%, o quadro foi de queda (-1,5 p.p.).
A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (4,1 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (6,6%), uma redução de 290 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou, também, variação negativa (-11,5%), quando havia no Brasil 4,6 milhões de pessoas subocupadas.
No trimestre de abril a junho de 2026, havia aproximadamente 14,7 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de -10,1%, ou seja, menos 1642 mil pessoas, frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, ocasião em que a subutilização foi estimada em 16,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 16,5 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de -11,0%, significando uma redução de 1 809 mil pessoas subutilizadas.
A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) permaneceu estável quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 1,5% (acréscimo de 971 mil pessoas).
A população desalentada (2,3 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2026) de 14,7%, uma redução de 395 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior este indicador apresentou, também, variação negativa (-17,0%), quando havia no Brasil 2,8 milhões de pessoas desalentadas.
O percentual de desalentados (2,1%) no trimestre móvel referente aos meses de abril a junho de 2026, registrou variação de -0,4 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (2,4%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 2,5%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).
Setor privado x setor público
Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões) apresentaram estabilidade frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.
Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,6 milhões) apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de (2,2%), representando um incremento de 288 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado estabilidade.
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Os empregados no setor público (13,0 milhões) apresentaram aumento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.
Na categoria dos trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi registrado estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.
Renda em estabilidade
O rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738; registrando estabilidade frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 e crescimento de 2,8% relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
A massa de rendimento real habitual (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.


