UNIÃO EUROPEIA
Shein entra na mira da justiça por itens ilegais e 'design viciante'
A varejista já estava no centro de um escândalo na Europa após a descoberta de que bonecas sexuais com aparência infantil estavam sendo vendidas

A União Europeia (UE) abriu nesta terça-feira, 17, uma investigação formal contra a varejista chinesa Shein, por venda de produtos ilegais e viciantes. No ano passado, a Comissão Europeia chegou a solicitar informações à empresa após o escândalo da venda de bonecas sexuais infantis e armas em sua plataforma.
Cada vez mais o bloco europeu pressiona a varejista chinesa quanto a suas atividades para acabar com as brechas fiscais e reforçar regras de segurança e proteção ao consumidor.
Leia Também:
A ação investigará diversas práticas, como contadores regressivos, avisos de poucas unidades, notificações constantes e mecânicas e interações de recompensa parecidas com jogos presentes na plataforma on-line chinesa. O movimento ocorre dentro das novas regras digitais da União Europeia, como a Lei de Serviços Digitais.
Shein já estava na mira do UE
A Shein está no centro de um escândalo na França e na Europa após a descoberta, em 31 de outubro, de que bonecas sexuais com aparência infantil e armas de categoria A estavam sendo vendidas em seu site.
O governo francês multiplicou os processos contra a empresa para conseguir a suspensão do seu site durante um período mínimo de três meses e solicitou à UE que tomasse medidas drásticas contra a plataforma.
O desdobramento mais recente é a abertura de uma investigação formal contra a varejista chinesa, sob suspeita de vender produtos que não cumprem as regras de mercado do bloco, além de averiguar possíveis estratégias digitais que “pressionam” o consumidor a comprar.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




