EDUCAÇÃO
Bahia aproxima Educação Básica e Ensino Superior em nova agenda
Encontro debate aprendizagem, ciência, tecnologia e preparação para o trabalho


A aproximação entre a Educação Básica e o Ensino Superior passou a integrar uma agenda permanente de discussão na Bahia. A proposta reúne representantes de escolas, universidades, institutos federais, órgãos educacionais e setores ligados à ciência, tecnologia, cultura, trabalho e desenvolvimento para debater caminhos para a educação no estado.
O primeiro encontro da iniciativa foi realizado nesta terça-feira, 15, em Salvador, e resultou na elaboração de um documento com contribuições dos participantes. Entre os temas discutidos estiveram a garantia das aprendizagens, a redução das desigualdades educacionais, a formação de professores, o acesso ao Ensino Superior, a produção científica, a inovação e a preparação dos estudantes para o mundo do trabalho.
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A articulação ocorre durante a etapa final de elaboração do Plano Estadual de Educação e também em meio às discussões para a implementação do Sistema Estadual de Educação. Segundo o secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, a integração entre diferentes setores é necessária para pensar políticas educacionais de forma articulada.
“Neste momento em que estamos consolidando o Plano Estadual de Educação e discutindo o Sistema Estadual de Educação, é fundamental esta articulação e o diálogo com lideranças pedagógicas e diversos atores que compõem o ecossistema educacional e de desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.
Da escola à universidade
Um dos eixos do encontro tratou da relação entre Educação Básica, universidades e instituições de pesquisa. A discussão abordou possibilidades de ampliar a formação docente, a iniciação científica, projetos de extensão, inovação e o acesso de estudantes da rede básica ao Ensino Superior.
A ideia é aproximar instituições que, embora atuem em diferentes etapas da trajetória educacional, podem desenvolver ações conjuntas. A participação de universidades estaduais e federais, institutos federais e escolas também colocou em debate a produção e a circulação do conhecimento entre esses espaços.
Outro eixo discutido foi a garantia das aprendizagens diante das desigualdades sociais, raciais, territoriais e de gênero. As especificidades de estudantes negros, indígenas, quilombolas, do campo e das periferias urbanas foram consideradas nas discussões.
A produção do conhecimento científico e a soberania também estiveram entre os assuntos abordados. Nesse campo, os participantes discutiram os impactos das tecnologias digitais na educação e a necessidade de ampliar a integração entre escolas, universidades e ecossistemas de inovação.
A inclusão digital, a infraestrutura tecnológica, a formação para o uso crítico das tecnologias, a cultura digital, a ética e a proteção de dados foram alguns dos pontos levantados. A democratização do acesso à ciência e à inovação também fez parte do debate.
As transformações no mercado de trabalho foram outro eixo da agenda. A discussão considerou o surgimento de novas ocupações, as mudanças nos processos produtivos e as potencialidades econômicas dos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

Nesse contexto, a formação das juventudes foi relacionada às características de cada território, às novas economias, à sustentabilidade e à inovação. A proposta é discutir como a educação pode dialogar com essas transformações sem perder de vista a inclusão social e as oportunidades de inserção produtiva.
A expectativa é que as contribuições reunidas no encontro sirvam de subsídio para o planejamento educacional do estado e para a construção de ações que aproximem diferentes níveis de ensino e áreas do desenvolvimento baiano.


