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Livro reúne informações sobre manguezais de São Francisco do Conde

Publicação será usada em 21 escolas da rede municipal de ensino

Vitória Sacramento
Por Vitória Sacramento
Livro sobre manguezais é lançado em São Francisco do Conde
Livro sobre manguezais é lançado em São Francisco do Conde - Foto: Divulgação/Prefeitura de São Francisco do Conde

O livro “Manguezais de São Francisco do Conde: conhecer para proteger” foi lançado na Secretaria Municipal da Educação (SEDUC), em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador. A publicação reúne informações sobre os manguezais do município e será utilizada como material pedagógico em escolas da rede municipal.

Resultado do projeto Manguezal: Conhecer para Proteger, desenvolvido pela Associação Cultural, Esportiva e Recreativa das Comunidades de Caípe (ACERT), o livro reúne registros dos principais tipos de manguezais encontrados no território, mapas, fotografias e informações sobre ações de conservação, educação ambiental e a participação de comunidades tradicionais.

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O conteúdo também conta com fotografias produzidas por autores, colaboradores e moradores de São Francisco do Conde, contribuindo para registrar aspectos do território e das relações estabelecidas pelas comunidades com os manguezais.

Ao todo, 21 escolas municipais receberão exemplares da publicação. A proposta é utilizar o material em atividades pedagógicas para aproximar os estudantes do ambiente em que vivem e ampliar o conhecimento sobre a importância ambiental, social e econômica dos manguezais.

Segundo a organizadora Angélica Santos da Paixão, geógrafa, professora e mestre em Desenvolvimento Sustentável, a publicação é resultado de pesquisas e experiências acumuladas ao longo da atuação dos autores no município.

“O livro decorre do acumulado de pesquisas, observações e interações ao longo da nossa vida profissional enquanto educadores do município de São Francisco do Conde. A ideia é sistematizar, reunir e registrar esses conhecimentos, preservar a memória e incentivar o cuidado com o meio ambiente, em especial o manguezal.”

A obra também busca contribuir para a valorização dos conhecimentos das comunidades tradicionais e para a desconstrução de percepções negativas sobre o ecossistema. De acordo com os autores, moradores contribuíram com saberes relacionados a nomes e termos utilizados no território, espécies de animais e plantas, alimentos, técnicas de pesca e mariscagem e formas tradicionais de utilização do ambiente.

Entre os problemas apontados pelos autores estão o desmatamento da vegetação dos manguezais, a realização de aterros para construções e a baixa implementação do sistema de esgotamento sanitário no município. Segundo eles, essas situações aumentam a pressão sobre o ecossistema e podem trazer impactos para o ambiente e para as comunidades.

No ambiente escolar, o livro poderá ser utilizado em atividades que vão além da leitura do conteúdo. Entre as possibilidades estão:

  • Identificação das espécies de mangue existentes nas localidades;
  • Mapeamento de animais encontrados no ecossistema;
  • Aulas de campo;
  • Análise de espécies vegetais e animais;
  • Atividades com fotografias;
  • Pinturas;
  • Colagens;
  • Modelagens;
  • Brincadeiras tradicionais.

Para os autores, o contato dos estudantes com o conteúdo pode despertar o interesse pelo próprio território e por áreas relacionadas ao estudo dos ambientes costeiros.

“Desejamos despertar nos estudantes a sensibilidade para a beleza, as fragilidades e as potencialidades sociais, econômicas e lúdicas desse ecossistema, além do interesse pelos estudos sobre a vida marinha e por profissões relacionadas a esse ambiente, como oceanografia, biologia e geografia.”

A publicação foi produzida com patrocínio da Acelen, apoio da AVSI Brasil e do Conselho Comunitário Consultivo de São Francisco do Conde.

Sobre os autores

Angélica Santos da Paixão é geógrafa, professora e mestre em Desenvolvimento Sustentável. Integra o Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal da Educação (SEDUC) de São Francisco do Conde e é gestora da Sala Verde Toca do Siri (SVTS) do município. Atua há 32 anos como educadora e pesquisadora em São Francisco do Conde.

Edvaldo Hilário dos Santos é geógrafo, professor e mestre em Desenvolvimento Sustentável. Também integra o Departamento Pedagógico da SEDUC e atua como gestor da Sala Verde Toca do Siri. Tem 33 anos de atuação como educador e pesquisador no município e é docente e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), no curso de Geografia.

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