Busca interna do iBahia
HOME > EDUCAÇÃO

AÇÃO FISCALIZATÓRIA

MPBA de olho: venda casada de material escolar pode dar multa

Pais denunciam irregularidades em colégios particulares de Salvador

Andrêzza Moura
Por
Ação do MP conta com o apoio do Procon e de outros órgãos
Ação do MP conta com o apoio do Procon e de outros órgãos - Foto: Reprodução Procon

O Ministério Público da Bahia (MPBA) está de olho nas práticas de venda de material escolar em colégios particulares de Salvador. A ação fiscalizatória teve início após denúncias de pais e responsáveis, que apontaram a obrigatoriedade de compra de livros, apostilas e plataformas digitais em pacotes fechados.

As denúncias motivaram a abertura de inquéritos civis e ações judiciais, além da emissão de uma Nota Técnica conjunta com órgãos de defesa do consumidor para orientar escolas e famílias.

Tudo sobre Educação em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Atualmente, duas investigações tramitam nas Promotorias de Justiça do Consumidor da capital, enquanto outras três já resultaram em ações civis públicas contra instituições de ensino, após identificação de indícios de práticas abusivas, como a venda casada.

“Foi constatada, em diferentes casos, a prática de venda casada, com a imposição de aquisição conjunta de livros físicos, apostilas e plataformas digitais, o que viola a liberdade de escolha do consumidor”, afirma a promotora de Justiça Thelma Leal, coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias do Consumidor (Ceacon).

A Nota Técnica emitida em dezembro de 2025 pelo MPBA em parceria com a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/ Bahia), Defensoria Pública, Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) e Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe) estabelece regras claras sobre a venda de materiais escolares, proibindo a imposição de fornecedores exclusivos ou a vinculação da matrícula à compra do material.

O documento orienta ainda que as escolas informem preços, formas de pagamento, possibilidade de parcelamento, reutilização e prazo mínimo de adoção do material, garantindo também acessibilidade a estudantes com deficiência.

Segundo Thelma Leal, a medida busca uniformizar o entendimento das instituições e órgãos de defesa do consumidor, reduzir a judicialização e assegurar transparência nas relações entre escolas e famílias. Ela ressalta ainda que a prática de obrigar a compra anual de novos pacotes pode violar leis municipais e estaduais que determinam a reutilização de livros e apostilas por até três anos e garantem liberdade de escolha do fornecedor.

Leia Também:

ÚLTIMA CHANCE

Prazo para inscrição no concurso para professor termina esta semana
Prazo para inscrição no concurso para professor termina esta semana imagem

ANO LETIVO 2026

Secretaria avalia como positiva a procura por vagas na rede estadual da Bahia
Secretaria avalia como positiva a procura por vagas na rede estadual da Bahia imagem

ANO LETIVO 2026

Matrículas da rede estadual terminam hoje na Bahia
Matrículas da rede estadual terminam hoje na Bahia imagem

O MPBA reforça que pais e responsáveis têm o direito de escolher onde adquirir o material didático e que alunos não podem ser impedidos de participar das atividades pedagógicas por não possuírem material novo. Denúncias podem ser feitas pelo site do MPBA atendimento.mpba.mp.br ou nas sedes do Procon e Codecon.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

colégios denúncia Direitos do Consumidor Educação Escolas Particulares material escolar MPBA procon Salvador venda casada

Relacionadas

Mais lidas