EDUCAÇÃO
Projeto leva universo dos games para escolas públicas de Salvador
Gamepólitan-Mini nas Escolas reúne atividades com jogos e novas tecnologias


Jogos de tabuleiro, realidade virtual, eletrônica e ferramentas de criação digital passaram a fazer parte da rotina de estudantes e professores de seis escolas públicas de Salvador em 2026. A iniciativa Gamepólitan-Mini nas Escolas promove atividades que utilizam jogos e tecnologias como recursos para aprendizagem e aproxima os alunos de diferentes possibilidades do universo digital.
Desde junho, mais de 1,3 mil estudantes e 93 professores participaram das atividades realizadas em unidades da rede pública da capital baiana. Entre as instituições estão o Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida, as escolas municipais Casa da Providência, Vivaldo da Costa Lima e Maria José de Paula Moreira, a Escolab Coutos e o Complexo Social Subúrbio 360.
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A programação inclui o workshop “Game-Lab – Jogos, Cultura, Educação e Criação”, direcionado aos professores, além de atividades práticas para os estudantes. A proposta é apresentar diferentes formatos de jogos e tecnologias e discutir maneiras de incorporá-los às experiências de aprendizagem.
Entre os recursos utilizados estão jogos de tabuleiro e atividades lúdicas, realidade virtual e Caneta 3D. Para os alunos, as experiências também envolvem games, eletrônica e atividades manuais, com o objetivo de estimular a criatividade e ampliar o contato com ferramentas digitais.
Com uma década de existência, o Gamepólitan-Mini nas Escolas é realizado pela organização responsável pelo evento Gamepólitan. Segundo Ricardo Silva, organizador do projeto, a iniciativa passou a priorizar escolas públicas após experiências anteriores em instituições particulares.
“Após 5 edições em escolas da rede privada a pedido de uma universidade de Salvador para criação da versão reduzida do Gamepólitan, entendemos que o projeto fazia mais sentido na rede pública, pois falamos de dar acesso e contato a equipamento e tecnologias que não estão disponíveis nas instituições públicas de ensino”, afirma.
A formação voltada aos professores aborda o funcionamento da indústria de games e áreas profissionais ligadas ao setor, como programação, design e produção. A partir desses conhecimentos, os educadores são estimulados a pensar em possibilidades de utilização dos jogos e das ferramentas digitais em atividades pedagógicas.
Para os estudantes, a proposta é ampliar a compreensão sobre os jogos eletrônicos. Além da experiência de jogar, eles entram em contato com processos de criação e com tecnologias que podem ser utilizadas em diferentes áreas.
A programação também busca aproximar os alunos de experiências que nem sempre estão disponíveis no cotidiano escolar, especialmente equipamentos relacionados à realidade virtual e à criação digital.

Atividades chegam à Ribeira
A Escola Municipal Maria José de Paula Moreira, localizada na Ribeira, será a última unidade a receber a programação do projeto neste ano. A escola está entre as instituições municipais que participaram das atividades em Salvador.
Para Virgínia Rocha, coordenadora pedagógica da unidade, o contato com as ferramentas pode contribuir para ampliar as práticas digitais desenvolvidas no ambiente escolar.
“Em um momento em que os alunos já nascem tecnológicos, o projeto contribui para essa formação em gameficação para programação de jogos e fortalecem as práticas digitais na escola. Além disso, estimula ainda mais o uso das mídias digitais. Para os professores, é trazer um aporte real de informações para utilizar dentro e fora das salas de aula”, afirma.
A presença dos jogos no ambiente educacional também abre espaço para discutir o uso consciente das tecnologias e suas possibilidades como ferramentas de aprendizagem. Ao experimentar diferentes recursos, os estudantes podem perceber que os games envolvem conhecimentos relacionados a áreas como programação, criação, design e resolução de problemas.
A experiência realizada em Salvador deve continuar no próximo ano. A organização responsável pelo projeto prevê ampliar a ação para outras escolas municipais e levar as atividades também para municípios do interior da Bahia.


