EDUCAÇÃO
Vestibular ITA: vagas para indígenas e quilombolas ampliam chances de aprovação
Mudanças aproxima estudantes do sonho de acessar o ensino superior


O processo seletivo de 2027 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma das instituições de ensino superior mais disputadas do Brasil, ampliou o número total de vagas, de 180 para 200, passando a reservar oportunidades para candidatos indígenas e quilombolas e ampliando a participação destinada a pretos e pardos.
Em 2026, eram 144 vagas de ampla concorrência e 36 destinadas a pretos e pardos. Para 2027, a distribuição passa a ser de 140 vagas de ampla concorrência, 50 para pretos e pardos, seis para indígenas e quatro para quilombolas.
Para quem já está se preparando para a prova, as mudanças também ampliam as possibilidades de ingresso na instituição. As alterações fazem parte de um cenário de fortalecimento das políticas de inclusão no serviço público federal.
Em 2025, a Lei nº 15.142/2025 substituiu a Lei nº 12.990/2014 e passou a reservar 30% das vagas em concursos públicos e processos seletivos simplificados da administração pública federal para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.
Impacto das cotas
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José Lima, de 21 anos, estuda no Curso Poliedro e pretende cursar Engenharia Aeroespacial. Nascido em João Pessoa (PB), ele foi criado nas aldeias potiguara Caieira e Jacaré de César, no município de Marcação (PB), onde vive atualmente.
“A nova lei de cotas é uma lupa que pode nos ajudar a enxergar sonhos que antes nos pareciam muito distantes. Aldeias e quilombos geralmente se encontram em locais afastados e os acessos à educação, à comunicação e à formação definitivamente não são os mesmos daqueles na cidade grande”, afirma José.


