EDUCAÇÃO
Alagoinhas incentiva estudantes a criar propostas para cidade
Formação aborda orçamento público e participação popular


Vinte e quatro estudantes do Colégio Municipal de Alagoinhas (CMA), no agreste baiano, participaram de uma formação voltada à participação popular e ao exercício da representação estudantil. A atividade integra o OPzinho - Participação Popular e Cidadania nas Escolas, projeto que reúne alunos para identificar demandas da comunidade escolar e construir propostas para a escola e para a cidade.
O Curso de Formação para Delegados e Delegadas teve 10 horas/aula, divididas em cinco módulos presenciais. Participaram 15 estudantes do turno matutino e nove do vespertino. Durante a formação, os alunos tiveram contato com temas como diagnóstico da realidade, orçamento público, participação popular, organização estudantil e comunicação.
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As atividades combinaram momentos de discussão e práticas coletivas, incluindo rodas de conversa, dinâmicas, instrumentos de diagnóstico, recursos didáticos e produção artística. A proposta foi preparar os representantes para analisar as necessidades dos colegas e participar da construção das próximas etapas do projeto.
“A formação é uma etapa importantíssima para o OPzinho, pois é o momento no qual os representantes de cada turma se encontram para constituir o Núcleo do Projeto. Foi a oportunidade deles entenderem as responsabilidades que envolvem representar seus pares, compreenderem os caminhos para que todos possam participar e o que efetivamente significa participação popular”, afirma Nana Luanda Martins Alves, coordenadora do projeto.
Segundo ela, o processo também busca estimular a organização coletiva entre os estudantes. “Também foi uma oportunidade de desenvolver o trabalho coletivo e despertar nessas crianças e adolescentes o desejo de formar e manter organizações estudantis permanentes dentro e fora da escola”, completa.
Um dos módulos, intitulado “Vou aprender a ler, pra ensinar meus camaradas” - Leitura da Realidade e Diagnóstico Participativo, trabalhou a observação crítica do cotidiano. Os estudantes foram estimulados a identificar problemas, necessidades e potencialidades da escola, dos bairros, das comunidades e do município.
A atividade também envolveu a aplicação de um formulário on-line aos estudantes do CMA. As respostas serão utilizadas para reunir opiniões e sugestões sobre ações consideradas importantes para melhorar a vida de crianças e adolescentes em Alagoinhas.
A partir desse levantamento, os delegados deverão analisar as demandas apresentadas pelos colegas, identificar prioridades e transformar os resultados em propostas. O diagnóstico funciona, assim, como uma das bases para a próxima fase do OPzinho.

Orçamento público entra na discussão
O funcionamento do orçamento público também foi tema da formação. No módulo “De onde vem? Para onde vai?” – Orçamento Público e Participação Popular, os estudantes conheceram, de forma introdutória, como os recursos públicos são arrecadados, planejados, distribuídos e utilizados.
A discussão abordou a relação entre o orçamento e as políticas públicas, equipamentos e serviços disponíveis para a população. Os alunos também conheceram mecanismos de participação popular na definição de prioridades de investimento, com destaque para o Orçamento Participativo.
A atividade contou com uma roda de conversa mediada por servidores das áreas de planejamento e captação de recursos. A intenção foi aproximar conceitos relacionados à gestão dos recursos públicos da realidade vivenciada pelos estudantes.
A formação foi encerrada com a oficina “Criaê, galera!” - Colagem para Comunicar e Mobilizar. A atividade utilizou a produção artística como forma de expressão e comunicação das ideias desenvolvidas ao longo do curso.
Por meio de colagens, os estudantes compartilharam reflexões e aprendizados e experimentaram formas de transmitir suas propostas a outros alunos. A atividade também trabalhou a comunicação como instrumento de mobilização dentro da comunidade escolar.
Com o fim da formação, o projeto entra na etapa de elaboração das propostas. Os delegados deverão analisar os resultados do diagnóstico participativo, discutir as demandas identificadas e construir coletivamente sugestões que representem as necessidades dos estudantes.
As propostas serão encaminhadas ao Executivo Municipal e deverão ser apresentadas pelos próprios delegados durante a Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, marcada para os dias 9 e 10 de novembro.


