NOVIDADE
Treinamento sobre TDAH no ambiente escolar desmistifica transtorno
Educadores serão capacitados a identificar sintomas de maneira mais eficaz


Educadores de todo o Brasil poderão adotar medidas mais inclusivas em sala de aula para crianças e adolescentes com TDAH. Nesta terça-feira, 1º, a indústria farmacêutica Aspen lança a trilha “TDAH Levado a Sério na Escola”, projeto de formação gratuito para professores.
Com o aval científico do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o programa oferece 10 módulos de estudos para professores, de maneira online, com certificado validado pelo MEC.
As aulas são voltadas à identificação dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, que afetam o funcionamento do cérebro, alterando o controle da atenção, da impulsividade e do nível de atividade da criança ou do adolescente.
“O papel da escola não é diagnosticar, mas sim oferecer que os profissionais apresentem suporte para estas crianças”, afirmou Renata Spallicci, Vice-Presidente Executiva da Apsen Farmacêutica.
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A adesão ao projeto “TDAH Levado a Sério na Escola” está disponível para escolas públicas e privadas de todo o Brasil, que podem inscrever seus professores gratuitamente por meio do portal oficial do projeto.
As escolas que comprovarem a formação de pelo menos 50% dos profissionais ganharão o selo “Esta escola leva o TDAH a sério”, reforçando publicamente as ações de inclusão do centro educacional.
TDAH nasce na infância
Apesar de ser diagnosticado frequentemente na fase da adolescência, o transtorno neurobiológico surge na infância, antes dos 12 anos de idade, e acompanha a pessoa por toda a vida. De acordo com dados divulgados pela Apsen, estima-se que 11 milhões de pessoas convivem com o TDAH no Brasil.
A incidência é muito maior nos meninos, com uma proporção de 2 garotos para 1 menina, e a mediana de idade do diagnóstico é de 12 anos. As características mais perceptíveis pelos familiares e professores são as de hiperatividade.
No entanto, estudos apontam que 60% das crianças diagnosticadas com TDAH também podem apresentar algumas comorbidades, tais como ansiedade, depressão e dislexia.


