REMONTADA À VISTA?
As 4 viradas do PT que podem inspirar Lula no 2º turno
Presidente, que concorre à reeleição, põe à força do partido à prova no próximo dia 25



Embora as eleições presidenciais brasileiras não tenham registrado, desde a redemocratização, uma virada entre os dois candidatos mais votados do primeiro para o segundo turno, as disputas estaduais já tiveram esse tipo de resultado.
Desde 1990, 120 eleições para governador chegaram ao segundo turno, e em 30 delas o candidato que terminou a primeira etapa em segundo lugar conseguiu reverter a diferença e vencer.
Entre os casos, o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protagonizou quatro viradas em disputas estaduais. Os resultados ocorreram no Distrito Federal, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e no Pará, entre 1994 e 2006.
Cristovam Buarque virou no Distrito Federal em 1994
A primeira dessas viradas ocorreu em 1994, na eleição para o governo do Distrito Federal. No primeiro turno, Valmir Campelo, então filiado ao PTB, terminou à frente de Cristovam Buarque, do PT. A diferença foi de 2,4 pontos percentuais: Campelo obteve 39,6% dos votos válidos, contra 37,2% do petista.
No segundo turno, Cristovam reverteu o resultado e foi eleito governador com 53,89% dos votos válidos, enquanto Campelo recebeu 46,11%. A diferença entre os dois passou a ser de 7,78 pontos percentuais em favor do candidato do PT.
Olívio Dutra venceu disputa apertada no Rio Grande do Sul
Em 1998, o Rio Grande do Sul registrou outra virada petista. Antônio Britto, do PMDB, terminou o primeiro turno na liderança, com 46,4% dos votos válidos, enquanto Olívio Dutra, do PT, recebeu 45,9%. A diferença entre os candidatos foi de apenas 0,5 ponto percentual.
Leia Também:
Na segunda etapa, Olívio conseguiu ultrapassar o adversário e venceu com 50,8% dos votos válidos, contra 49,2% de Britto. O resultado consolidou uma das disputas mais equilibradas daquele período.
Zeca do PT reverteu desvantagem em Mato Grosso do Sul
Também em 1998, Zeca do PT conseguiu uma virada expressiva em Mato Grosso do Sul. No primeiro turno, ele havia recebido 32,8% dos votos válidos, ficando atrás de Ricardo Bacha, do PSDB, que alcançou 38,5%. A diferença inicial era de 5,7 pontos percentuais.
No segundo turno, o petista ampliou sua votação e venceu com 61,3%, contra 38,7% do adversário. A vantagem final foi de 22,6 pontos percentuais, um dos resultados mais amplos entre as viradas citadas.
Ana Júlia Carepa venceu no Pará em 2006
A quarta virada ocorreu em 2006, na eleição para o governo do Pará. No primeiro turno, Almir Gabriel, do PSDB, terminou na frente, com 43,8% dos votos válidos, enquanto Ana Júlia Carepa, do PT, obteve 37,5%. A diferença entre os dois era de 6,3 pontos percentuais.
No segundo turno, Ana Júlia reverteu o resultado e foi eleita com 54,9% dos votos válidos, contra 45,1% de Almir Gabriel. A petista terminou a disputa com uma vantagem de 9,8 pontos percentuais.


