ELEIÇÕES 2026
"Comparem o que cada um fez", pede Wagner sobre Lula e Flávio Bolsonaro
Senador reeleito defendeu mobilização para 2º turno e comparou os candidatos à Presidência



O senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) defendeu que os eleitores comparem os históricos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes de decidir o voto no segundo turno da eleição presidencial.
Em entrevista ao portal A TARDE, na quinta-feira, 8, o petista também destacou a necessidade de ampliar a mobilização nas redes sociais e entre os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Para Wagner, a comparação entre as trajetórias dos candidatos deve considerar as ações realizadas durante suas vidas públicas e as propostas apresentadas para o país. O senador citou indicadores econômicos, programas habitacionais e políticas de incentivo à produção como pontos que, na avaliação dele, devem entrar no debate eleitoral.
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Economia e programas sociais
Ao defender a gestão de Lula, Wagner mencionou o comportamento da inflação, a taxa de desemprego e os investimentos no país. Também citou o programa "Minha Casa, Minha Vida" e afirmou que o atual governo ampliou a entrega de moradias.
Na avaliação do senador, esses resultados devem ser apresentados aos eleitores como parte da comparação entre os governos. Ele também criticou a trajetória política de Flávio Bolsonaro e questionou quais projetos o senador e candidato à Presidência teria realizado ao longo dos mandatos.
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Abstenção e mobilização
Questionado sobre como convencer os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, o senador defendeu uma campanha baseada na apresentação de propostas e na comparação entre os candidatos, sem recorrer a ataques pessoais.
Wagner afirmou acreditar que a mobilização pode contribuir para ampliar a votação de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Se a gente conseguir despertar essa consciência, sem xingamento, mas mostrar o currículo dos dois, eu não tenho dúvida de que a gente supera os dois milhões que ele teve de frente”, disse, em referência à diferença de votos entre os candidatos no primeiro turno.
Relações internacionais e terras raras
O senador também comparou a atuação internacional dos governos Lula e Jair Bolsonaro. Segundo Wagner, o Brasil recuperou espaço nas relações diplomáticas durante a atual gestão petista.
Outro tema citado foi a exploração de terras raras, minerais utilizados em setores de tecnologia. Wagner defendeu que o país invista no processamento desses recursos em território nacional, em vez de exportar apenas a matéria-prima.
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“A gente vai vender matéria-prima ou a gente quer atrair empresas de tecnologia que vão processar terra rara no Brasil?”, questionou.
O senador também mencionou a cadeia produtiva do cacau na Bahia como exemplo da importância de agregar valor aos recursos naturais. Segundo ele, ampliar o processamento no país pode contribuir para desenvolver a indústria e gerar oportunidades econômicas.
Apoio aos EUA compromete Flávio Bolsonaro, aponta Wagner
Ao final, Wagner criticou declarações que atribuiu a Flávio Bolsonaro durante uma viagem aos Estados Unidos. Para o petista, falar contra interesses brasileiros no exterior compromete a posição do candidato para disputar a Presidência.
“Eu sinceramente não vejo autoridade moral para Flávio Bolsonaro ser presidente do Brasil depois que ele vai para os Estados Unidos falar mal do país que ele quer presidir”, afirmou.


