ELEIÇÕES
Consolidação petista e força de prefeitos impulsionam vitória de Jerônimo no 1º turno, diz analista
Analista aponta tendência de reeleição do governador



Faltando exatos sete dias para o primeiro turno da eleição para o governo da Bahia, o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), surge como favorito à reeleição no Palácio de Ondina ainda no dia 4 de outubro.
A avaliação é do analista político Yuri Almeida, que cita a consolidação petista na Bahia e a força dos prefeitos da base aliada como fatores que colaboram para uma vitória de Jerônimo ainda no primeiro turno da eleição.
Consolidação petista e força dos prefeitos
Ao portal A TARDE, Yuri Almeida aponta o domínio de siglas como PSD e Avante, que hoje comandam a maioria das prefeituras baianas, como fator que impulsiona Jerônimo.
Leia Também:
Na reta final da campanha, o governador conta com a maioria ampla dos prefeitos, com mais de 300 municípios aliados ao seu grupo político.
“O PT vem, eleição após eleição, consolidando não somente no governo do Estado, mas também nas prefeituras. Hoje a base aliada do PT é dominada pelos partidos da base, como PSD e Avante. Prova disso é que Jerônimo tem o apoio dos prefeitos na maioria das cidades”, explica o analista político.
Chapa petista ajuda Jerônimo
A ‘chapa dos governadores’, como é conhecida a tríade formada por Jerônimo, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), a primeira puro-sangue governista no estado desde 2002, fortalece e impulsiona a campanha do atual governador na reta final.
Recordistas de votos, Rui e Wagner, ambos candidatos ao Senado na chapa de Jerônimo, devem ajudar no desempenho do governador, que é o segundo mais votado da história do estado.
“Você tem uma chapa competitiva com dois governadores que, em seus respectivos momentos, foram os mais votados da história. Wagner foi o senador mais votado da história da Bahia e Rui foi o governador mais votado da história da Bahia”, aponta o analista.
Candidatura de ACM Neto apresenta fadiga
Na visão do analista, a campanha de ACM Neto (União Brasil), candidato de oposição ao governo, apresenta uma “fadiga” com relação ao seu adversário.
Esse cansaço, na sua análise, se dá por alguns episódios de desgaste da imagem de ACM Neto, como a desistência na disputa eleitoral de 2018, quando preferiu permanecer como prefeito de Salvador, e a derrota para um nome desconhecido pelo eleitor naquele momento.
“Tem uma fadiga também desse material de Neto. Em 2018, ele precisou retirar a candidatura. Em 2022, ele perde para um desconhecido, e agora em 2026, o cenário que se apresenta é de mais uma derrota”, analisa Yuri Almeida.
Campanha petista aposta em vitória no 1º turno
A campanha do governador Jerônimo Rodrigues tem apostado em uma vitória no primeiro turno, no próximo domingo, 4. Segundo apuração recente do portal A TARDE com integrantes do núcleo petista, a expectativa se baseia nos seguintes pontos:
- Aprovação positiva de Jerônimo;
- Dedicação dos prefeitos na reta final;
- Aumento da força de Jerônimo em grandes cidades;
- Entrega de obras de porte, como o VLT;
- Força da chapa petista com Wagner e Rui;
- Força de Lula na Bahia.
A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, na terça-feira, 29, é vista como ‘decisiva’ para reeleger Jerônimo no primeiro turno.
Isso porque a presença do líder petista deve influenciar os eleitores que permanecem indecisos nos últimos dias de campanha.
A agenda foi articulada com lideranças e atende o pleito de prefeitos da região.


