ANGRA DOS REIS
Debate da Globo: Lula questiona Flávio sobre disputa por ilha envolvendo Richarlison
Jogador comprovou a aquisição da ilha na última quarta-feira, 21



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma disputa judicial envolvendo o atacante Richarlison, do Tottenham, e o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do parlamentar. O assunto foi abordado durante o debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira, 23, e envolve uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
Durante o confronto, Lula perguntou se Flávio teve participação na atuação de um diretor da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na análise de documentos relacionados ao imóvel. O presidente comparou o tempo de tramitação dos pedidos apresentados pelas partes e questionou por que um deles teria sido aprovado mais rapidamente.
Segundo Richarlison, ele investiu cerca de R$ 10 milhões na aquisição dos direitos de posse do imóvel, mas seu pedido de regularização teria ficado parado na SPU. Já uma solicitação ligada à empresa WT Administração de Imóveis e Bens S.A., associada a Willer Tomaz, teria sido aprovada em julho de 2022, em um único dia.
Flávio nega envolvimento na disputa
Ao ser questionado por Lula, Flávio negou ter indicado o diretor da SPU e afirmou que Willer Tomaz é seu amigo, mas não seu sócio.
“Olha, eu não indiquei ninguém. Mas isso é coisa da sua cabeça aí”, declarou o senador durante o debate.
Flávio também contestou a versão apresentada pelo jogador sobre a aquisição do imóvel. Segundo o parlamentar, Richarlison teria comprado a ilha de um invasor de terras e perdido a disputa na Justiça.
“Infelizmente essa ação já transitou em julgado. E você não tem direito, a Justiça decidiu e eu não tenho nada a ver com isso”, afirmou.
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Entenda a disputa pela ilha
A disputa envolve a posse de um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra, enquanto Willer Tomaz sustenta que comprou legalmente os direitos sobre o bem e que a negociação seguiu os trâmites necessários.
O advogado afirma ter desembolsado R$ 3,6 milhões na transação, dos quais cerca de R$ 3 milhões teriam sido destinados à quitação de débitos tributários relacionados ao imóvel.
O caso também foi discutido na Justiça. Segundo reportagens sobre o processo, empresas ligadas ao jogador perderam disputas judiciais envolvendo os direitos sobre o imóvel, e uma das ações foi encerrada após movimentações das partes.
Durante o debate, Lula voltou a perguntar se Flávio havia tido algum papel na liberação da documentação. O senador negou novamente ter feito qualquer indicação.
“Não, não participei”, respondeu.


