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2º TURNO

Eleições: os 42 milhões de votos que podem dar vitória a Lula no 2º turno

Número de votos dos derrotados somados às abstenções pode mudar cenário na segunda rodada

Yuri Abreu
Por
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PT
Eleições 2026

Juntos, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) receberam 109.984.041 votos dos eleitores que foram às urnas no último domingo, 4, e escolheram um dos candidatos na disputa à Presidência da República.

Enquanto o liberal recebeu 56.104.503 votos, o petista teve 53.879.538 sufrágios — uma diferença de 2.224.965.

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Abstenções elevadas e votos em candidatos derrotados

No entanto, dois fatores não devem ser descartados pensando nessa disputa final entre os dois: o alto índice de abstenção e para onde vão os votos daqueles candidatos que terminaram derrotados.

Sobre a abstenção, a maior em 28 anos, foram 33.469.244 brasileiros que simplesmente decidiram não comparecer às urnas para escolher os seus candidatos.

Lula quer estimular "desistentes"

Lula já defendeu a mobilização para que os "desistentes" se animem e participem do segundo turno do pleito, no dia 25 deste mês.

Em reunião realizada em Brasília, na segunda-feira, 5, o presidente relacionou a abstenção ao possível desinteresse de parte dos eleitores e atribuiu à própria campanha a tarefa de estimular a participação no segundo turno.

"Possivelmente tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral", afirmou o mandatário.

Votos dos derrotados

O segundo fator são os outros 9.316.747 votos dados aos candidatos que ficaram pelo meio do caminho:

  • Augusto Cury (Avante): 3.448.569 votos;
  • Renan Santos (Missão): 2.675.887 votos;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.148 votos;
  • Romeu Zema (Novo): 326.488 votos;
  • Samara (UP): 122.911 votos;
  • Hertz Dias (PSTU): 43.103 votos;
  • Clariana Barão (DC): 40.043 votos;
  • Edmilson Costa (PCB): 22.693 votos;
  • Wilson Grassi (Democrata): 16.881 votos;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 15.024 votos.

Avante e PSD podem ajudar na balança em favor de Lula

Pesando na "portabilidade" dos votos em prol de Lula, vale lembrar que o Avante declarou apoio a Lula nas eleições de 2022, estando na coligação desde o primeiro turno.

Além disso, a relação com o atual governo também aparece nas votações do Congresso. Segundo o Congresso em Foco, os cinco deputados do Avante votaram, em média, 88% das vezes alinhados ao governo Lula. No Senado, Marcos do Val, único senador da sigla, teve índice de 45%.

O mesmo cenário foi vivido pelo PSD. Após a eleição de Lula, há quatro anos, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, acertou a entrada do partido na base aliada do governo Lula e reivindica dois ministérios, um para contemplar a bancada na Câmara e outro para atender ao Senado.

Na ocasião, o deputado Fábio Trad (PSD-MS), afirmou que a participação do PSD no governo Lula representará a vitória das forças democráticas contra o autoritarismo de Jair Bolsonaro.

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"Defendo com muito entusiasmo que o PSD participe efetivamente do governo Lula, porque a vitória foi das forças democráticas, e eu incluo grande parte da militância do PSD e de alguns deputados e senadores do partido neste campo progressista que aderiu, no primeiro ou segundo turno, à candidatura Lula para que a democracia não sucumbisse no país", afirmou o pessedista, na oportunidade.

Desta vez, o diretório nacional da legenda informou que congressistas e filiados poderão escolher quem apoiar no 2º turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito em nota pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, candidato a vice na chapa de Caiado.

O presidente do PSD justificou a decisão pela diversidade das alianças nos Estados. Segundo ele, os diretórios tiveram liberdade para definir seus apoios no 1º turno e manterão essa autonomia na etapa seguinte. Na Bahia, o PSD marcou ao lado de Lula e Jerônimo Rodrigues.

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