2º TURNO
Eleições: os 42 milhões de votos que podem dar vitória a Lula no 2º turno
Número de votos dos derrotados somados às abstenções pode mudar cenário na segunda rodada



Juntos, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) receberam 109.984.041 votos dos eleitores que foram às urnas no último domingo, 4, e escolheram um dos candidatos na disputa à Presidência da República.
Enquanto o liberal recebeu 56.104.503 votos, o petista teve 53.879.538 sufrágios — uma diferença de 2.224.965.
Abstenções elevadas e votos em candidatos derrotados
No entanto, dois fatores não devem ser descartados pensando nessa disputa final entre os dois: o alto índice de abstenção e para onde vão os votos daqueles candidatos que terminaram derrotados.
Sobre a abstenção, a maior em 28 anos, foram 33.469.244 brasileiros que simplesmente decidiram não comparecer às urnas para escolher os seus candidatos.
Lula quer estimular "desistentes"
Lula já defendeu a mobilização para que os "desistentes" se animem e participem do segundo turno do pleito, no dia 25 deste mês.
Em reunião realizada em Brasília, na segunda-feira, 5, o presidente relacionou a abstenção ao possível desinteresse de parte dos eleitores e atribuiu à própria campanha a tarefa de estimular a participação no segundo turno.
"Possivelmente tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral", afirmou o mandatário.
Votos dos derrotados
O segundo fator são os outros 9.316.747 votos dados aos candidatos que ficaram pelo meio do caminho:
- Augusto Cury (Avante): 3.448.569 votos;
- Renan Santos (Missão): 2.675.887 votos;
- Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.148 votos;
- Romeu Zema (Novo): 326.488 votos;
- Samara (UP): 122.911 votos;
- Hertz Dias (PSTU): 43.103 votos;
- Clariana Barão (DC): 40.043 votos;
- Edmilson Costa (PCB): 22.693 votos;
- Wilson Grassi (Democrata): 16.881 votos;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 15.024 votos.
Avante e PSD podem ajudar na balança em favor de Lula
Pesando na "portabilidade" dos votos em prol de Lula, vale lembrar que o Avante declarou apoio a Lula nas eleições de 2022, estando na coligação desde o primeiro turno.
Além disso, a relação com o atual governo também aparece nas votações do Congresso. Segundo o Congresso em Foco, os cinco deputados do Avante votaram, em média, 88% das vezes alinhados ao governo Lula. No Senado, Marcos do Val, único senador da sigla, teve índice de 45%.
O mesmo cenário foi vivido pelo PSD. Após a eleição de Lula, há quatro anos, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, acertou a entrada do partido na base aliada do governo Lula e reivindica dois ministérios, um para contemplar a bancada na Câmara e outro para atender ao Senado.
Na ocasião, o deputado Fábio Trad (PSD-MS), afirmou que a participação do PSD no governo Lula representará a vitória das forças democráticas contra o autoritarismo de Jair Bolsonaro.
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"Defendo com muito entusiasmo que o PSD participe efetivamente do governo Lula, porque a vitória foi das forças democráticas, e eu incluo grande parte da militância do PSD e de alguns deputados e senadores do partido neste campo progressista que aderiu, no primeiro ou segundo turno, à candidatura Lula para que a democracia não sucumbisse no país", afirmou o pessedista, na oportunidade.
Desta vez, o diretório nacional da legenda informou que congressistas e filiados poderão escolher quem apoiar no 2º turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito em nota pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, candidato a vice na chapa de Caiado.
O presidente do PSD justificou a decisão pela diversidade das alianças nos Estados. Segundo ele, os diretórios tiveram liberdade para definir seus apoios no 1º turno e manterão essa autonomia na etapa seguinte. Na Bahia, o PSD marcou ao lado de Lula e Jerônimo Rodrigues.


