PATRIMÔNIO
Governador mais rico tem bens de R$ 16 mi e a mais pobre R$ 360 mil
Números expõem abismo entre fortunas de gestores



Em 2026, nove governadores vão tentar renovar os seus mandatos nas urnas em outubro. Entre os chefes dos Executivos Estaduais que são candidatos à reeleição, existe um abismo no que se refere aos patrimônios declarados, conforme mostra levantamento feito pelo portal A TARDE com dados do sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A maior fortuna entre os governantes é a de Eduardo Riedel (PP), governador do Mato Grosso do Sul, que declarou posses de R$ 16,1 milhões. A maior parte da riqueza do empresário e produtor rural de 57 anos é composta de bens relacionados ao exercício da atividade rural, no valor de R$ 12,2 milhões.
Os números mostram que nos últimos quatro anos a fortuna de Riedel diminuiu. Em 2022, ele comunicou à Justiça Eleitoral, o valor de R$ 20, 7 milhões, uma redução de aproximadamente 20% no patrimônio.
O segundo colocado na lista aparece com um valor consideravelmente menor que Riedel. Se trata de Jorginho Mello (PL), gestor de Santa Catarina, que declarou R$ 2,8 milhões. Fechando o pódio está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem R$ 2,6 milhões em posses.
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Na outra ponta da lista está a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Única mulher a disputar a reeleição, ela também é a que tem o menor patrimônio do grupo, que é de R$ 360 mil, o que representa uma evolução tímida se comparada a 2022, que ela declarou bens de R$ 340 mil, um avanço de aproximadamente 6%.
O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com o quarto menor patrimônio entre os gestores que vão disputar a reeleição. Inicialmente o TSE havia declarado bens na quantia de R$ 1,35 milhão, mas o valor caiu para R$ 886,5 mil após a sua defesa apresentar uma retificação ao TSE para corrigir um erro operacional de preenchimento e duplicação de valores.
Veja o ranking de patrimônio dos governadores
- Eduardo Riedel (PP) - Mato Grosso do Sul - R$ 16,1 milhões
- Jorginho Mello (PL) -Santa Catarina - R$ 2,8 milhões
- Tarcísio De Freitas (Republicanos) - São Paulo - R$ 2,6 milhões
- Rafael Tajra Fonteles (PT) - Piauí - R$ 1,7 milhões
- Fabio Cruz Mitidieri (PSD) - Sergipe - R$ 1,5 milhões
- Jerônimo Rodrigues (PT) - Bahia R$ 886 mil
- Clécio Luís Vilhena Vieira (União Brasil) - Amapá R$ 498 mil
- Elmano De Freitas (PT) - Ceará - R$ 366 mil
- Raquel Lyra (PSD) - Pernambuco R$ 360 mil


