ELEIÇÕES 2026
Lideranças do Nordeste despontam para sucessão de Lula em 2030
Mudanças na coordenação da campanha de Lula e articulações internas ampliam discussões



A disputa interna no PT pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2030 começa a ganhar novos contornos. Nesse cenário, o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), passaram a ser apontados por aliados como nomes com potencial de ampliar sua influência no partido após a atual campanha presidencial.
Segundo o colunista Guilherme Amado, petistas próximos aos dois, sobretudo no Nordeste, o capital político acumulado durante a campanha de Lula pode fortalecer suas posições nas articulações internas após o encerramento do ciclo político do presidente.
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Entre lideranças nordestinas, também há questionamentos sobre a concentração de poder político em São Paulo dentro da sigla e reivindicações por maior protagonismo da região nas decisões nacionais do partido.
Nesse contexto, o senador eleito Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, também aparece nas conversas sobre possíveis nomes para o futuro do partido.
Haddad segue entre os nomes cotados
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é outro nome citado nas discussões sobre a sucessão de Lula. O paulista, que já disputou eleições para a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual e a Presidência da República, mantém presença nas articulações nacionais do partido.
Entretanto, integrantes do PT de outras regiões avaliam que Haddad poderá enfrentar dificuldades para preservar seu espaço interno caso Lula não consiga a reeleição. Essa leitura considera a sequência de derrotas eleitorais do ministro e a possibilidade de ele ficar sem mandato após o atual ciclo político.
As discussões sobre 2030 ainda estão em estágio inicial e dependem do resultado da eleição presidencial, das articulações partidárias e dos movimentos políticos que ocorrerão após o pleito.
Como Lula perdeu o dedo? Relembre acidente que marcou o petista
Um fato histórico da vida do presidente Lula (PT) voltou à tona durante o debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado pela TV Globo, na sexta-feira, 23: a perda do seu dedo mínimo da mão esquerda.
Em uma discussão sobre o poder de compra dos trabalhadores, o senador e também postulante ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que Lula “dá com uma mão e tira com os 9 dedos” o salário mínimo dos brasileiros. Em resposta, o presidente disse que não aceitaria ser chamado de “9 dedos” pelo adversário.
Lula perdeu o dedo mínimo em 1964, em um acidente de trabalho, quando atuava como torneiro mecânico e operava uma prensa transversal. O episódio foi relatado pelo presidente em diferentes entrevistas ao longo dos anos.


