ELEIÇÕES
MP mira líder do Missão após promessa de chacina em Salvador
David Pirajá defendeu política de morte em bairros periféricos



A Procuradoria-Geral de Justiça da Bahia, vinculada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), determinou o encaminhamento eleitoral e criminal de uma notícia de fato para apurar as declarações feitas pelo presidente do partido Missão na Bahia, David Pirajá, no último domingo, 27, em Salvador.
David, que estava ao lado de Renan Santos, candidato do partido à presidência da República, defendeu uma política de ação policial violenta em comunidades periféricas da capital baiana. As informações são do portal Bnews.
Segundo a publicação, a notícia de fato foi apresentada pelo procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira, e aparece no despacho da procuradora-geral de Justiça adjunta para Assuntos Jurídicos, Wanda Valbiraci Caldas Figueiredo.
Segundo o procurador, a posição do dirigente partidário pode ser enquadrada no artigo 287 do Código Penal.
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“Os fatos noticiados se amoldam ao crime previsto no art. 287 do Código Penal”, diz trecho do documento, de acordo com a publicação.
O portal A TARDE entrou em contato com o Ministério Público para obter detalhes sobre o despacho, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
Renan Santos defende fala de aliado do Missão
Em um vídeo nas redes sociais, nesta segunda-feira, 28, Renan Santos defendeu a fala de David Pirajá, reforçando também a ideia de promoção de uma “chacina” em bairros que tenham a presença do crime organizado na capital baiana.
“Vocês querem que a gente faça uma retratação? Ganhando a eleição e eu me tornando presidente da República, não é mais ele falando, não é a Quécia falando: sou eu. Nós faremos uma chacina nesses bairros contra os membros das facções criminosas. Vamos passar a rapa neles”, afirmou Renan Santos, que apareceu ao lado de David Pirajá.


