POLÍTICA
Paulo Figueiredo vê "vagabundagem técnica" em campanha de Flávio
Filho de ex-ditador diz que assessores do pré-candidato "tomam de 7 a 1 na imprensa"


O neto do ex-ditador João Figueiredo, o influenciador Paulo Figueiredo, fez críticas à campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que a equipe de comunicação do liberal "toma de 7 a 1 da imprensa brasileira".
As queixas foram feitas no âmbito da participação de Flávio na audiência promovida na terça-feira, 7, pelo governo norte-americano sobre o possível tarifaço de 37,5% contra o Brasil.
Em transmissão no YouTube, Paulo Figueiredo disse ainda que a comunicação de campanha do senador fez uma “vagabundagem técnica”.
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“O Flávio falou às 10 horas da manhã. Às 13 horas ainda não tinha um press release. Depois a gente perde [a eleição], não sabe por que a militância é desengajada, porque a gente toma de 7 a 1 da imprensa todos os dias”, afirmou Figueiredo.
“Depois dizem que sou o assessor de imprensa do Flávio Bolsonaro. Se fosse, iam achar que seria uma campanha de extrema-direita. De fato, eu estaria fazendo uma campanha de extrema-direita. Mas esse tipo de vagabundagem técnica, eu não faria”, continuou.
Flávio pede aos EUA que desistam do tarifaço: "Pior momento possível"
O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 7, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, que a entrada em vigor das novas tarifas sobre produtos brasileiros seria "difícil de reverter" e pediu ao governo norte-americano que desista da medida.
Segundo Flávio, a cobrança, que pode elevar as tarifas sobre alguns produtos brasileiros em até 37,5%, prejudicaria tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e ocorreria "no pior momento possível".
"Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir", afirmou.


