LULA ATRAI AUSENTES
Queda na abstenção e nos votos inválidos favorece Lula no 2º turno
Petista ampliou votação em mais de 10 milhões de votos, enquanto abstenções caíram quase 3 milhões



A queda na abstenção e no número de votos brancos e nulos marcou o segundo turno da eleição presidencial de 2026 e contribuiu para ampliar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) após terminar a primeira etapa da disputa atrás do adversário. O comparecimento de mais eleitores às urnas e a redução dos votos inválidos acompanharam o crescimento da votação dos dois candidatos, com avanço maior do petista neste domingo, 25.
Com 99,95% das urnas apuradas, a abstenção passou de 33.469.244 eleitores no primeiro turno — a maior taxa desde 1998, conforme os dados informados — para 30.473.550 no segundo. A diferença representa 2.995.694 eleitores a menos que deixaram de votar.
Também houve redução dos votos brancos e nulos, que somaram 5.975.047 no primeiro turno e caíram para 4.141.976 no segundo, uma diminuição de 1.833.071 votos. Somando os votos inválidos com o ausentes, o segundo turno das eleições registrou 4.878.765 eleitores válidos a mais.
Leia Também:
Lula amplia vantagem na votação
Lula passou de 53.879.538 votos no primeiro turno para 64.225.485 no segundo, um acréscimo de 10.345.947 votos. Flávio Bolsonaro, que havia terminado a primeira etapa na frente, com 56.104.503 votos, encerrou a eleição com 59.810.812 — aumento de 3.706.309 votos.
A diferença entre os candidatos se inverteu ao longo da disputa. No primeiro turno, Flávio teve 2.224.965 votos a mais que Lula. No segundo, o petista terminou com uma vantagem de 4.414.673 votos.
Comparecimento maior e redução dos votos inválidos
A diminuição da abstenção e dos votos brancos e nulos é um dos fatores que ajudam a explicar a mudança no resultado. Com mais eleitores comparecendo e uma parcela menor deixando de escolher um dos candidatos, Lula ampliou sua votação em ritmo superior ao de Flávio Bolsonaro.
A aposta pela diminuição da abstenção foi uma das principais estratégias da campanha lulista neste segundo turno. Com pouca probabilidade de herdar votos de seus adversários na primeira etapa da eleição — pela maioria se tratar de candidatos do espectro da direita — a “saída” encontrada pelos estrategistas foi incentivar os votos dos ausentes.


