JUSTIÇA
Conheça a ministra do TSE que vetou exposição de Lula na Globo
Decisão tomada por Estela Aranha ocorreu horas antes do início do evento na emissora



A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente Lula (PT), durante o debate presidencial que estava previsto para quinta-feira, 1º, mas acabou cancelado, já ocupou cargos no governo federal durante o atual mandato do petista, incluindo o de assessora especial da Presidência da República.
Antes de chegar ao TSE, segundo o Estadão, a magistrada também foi secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, durante a gestão de Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Estela Aranha foi indicada ao TSE pelo governo Lula
Em agosto de 2025, Estela foi indicada pelo Palácio do Planalto para ocupar uma das sete cadeiras do TSE. Sua vaga é destinada a juristas, categoria que integra a composição da Corte ao lado de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A magistrada também integra o Prerrogativas, grupo formado por advogados que reúne integrantes identificados com posições políticas diversas, entre eles nomes ligados à esquerda e ao PT, ainda conforme o Estadão.
Flávio Dino foi um dos principais apoiadores da indicação de Estela ao tribunal. Os dois trabalharam juntos no Ministério da Justiça, onde ela participou de discussões sobre propostas do governo Lula para regulamentar as grandes empresas de tecnologia.
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Ministra apontou possível desequilíbrio no debate
Na decisão de quinta-feira, 1º, Estela Aranha considerou que a exibição do púlpito reservado a Lula, ausente do debate presencial, poderia provocar desequilíbrio entre os candidatos.
“Em análise preliminar, a medida tem potencial para criar situação de desequilíbrio entre os participantes, conferindo espaço autônomo para referências a candidato ausente sem observância da dinâmica dialética que caracteriza o instituto do debate eleitoral”, escreveu a ministra.
Além de proibir a exibição do púlpito com o nome do presidente, a magistrada impediu que os demais candidatos dirigissem perguntas diretamente a Lula durante o programa.
As determinações foram tomadas de forma monocrática, ou seja, por decisão individual da ministra, poucas horas antes do início do debate.


