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Quem é Willer Tomaz, advogado suspeito de ligação com Flávio Bolsonaro

Defensor é suspeito de movimentar recursos ligados a senador; ele nega irregularidades

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro - Foto: Montagem | Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados e Charles Vieira
Eleições 2026

O advogado Willer Tomaz, um dos proprietários da aeronave em que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) viajou com familiares dos Estados Unidos para o Brasil, virou alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, Tomaz é suspeito de atuar na lavagem de recursos em uma investigação que envolve o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e familiares dele. Os investigadores apuram possíveis movimentações financeiras e patrimoniais que teriam sido utilizadas para ocultar recursos relacionados ao esquema.

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A viagem de Flávio Bolsonaro foi noticiada pelo g1 no fim de setembro. Segundo a publicação, o senador viajou acompanhado da família e de Willer Tomaz em uma aeronave administrada por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, que está preso em Brasília.

Em nota, o advogado negou conhecer Vorcaro ou ter mantido negócios com ele. Também afirmou que não é investigado por irregularidades relacionadas ao INSS.

Suspeita de movimentação de recursos

O nome de Willer Tomaz entrou na investigação sobre o esquema do INSS a partir de sua relação com o senador Weverton Rocha. Em agosto, o advogado foi alvo de mandados de busca e apreensão, após os investigadores passarem a apurar possíveis movimentações financeiras e patrimoniais destinadas a ocultar recursos ligados ao parlamentar.

De acordo com a PF, Tomaz teria atuado como uma estrutura de sustentação financeira e patrimonial de Weverton, com o uso de empresas, imóveis, aeronaves e outros operadores.

A investigação também aponta movimentações envolvendo Samya, esposa do senador. Segundo os investigadores, ela teria recebido mais de R$ 11 milhões, em 2024, de empresas relacionadas ao advogado.

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Imóvel de R$ 6 milhões está na investigação

Uma das linhas de apuração envolve a possível utilização de imóveis para ocultar recursos desviados de aposentados e pensionistas. A PF aponta que uma casa avaliada em R$ 6 milhões seria de propriedade de Weverton Rocha.

Segundo os investigadores, o imóvel foi adquirido por esse valor e registrado, em abril de 2023, em nome de uma empresa ligada a Willer Tomaz.

A investigação teve desdobramentos após a análise de um celular do senador apreendido em dezembro, quando ele foi alvo de mandados de busca. De acordo com os investigadores, o material indicaria o possível uso de familiares no esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada em 23 de abril de 2025, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.

Advogado nega ligação com Vorcaro

Em nota, Willer Tomaz afirmou que não conhece Daniel Vorcaro, nunca esteve com ele e jamais celebrou negócios de qualquer natureza com o ex-banqueiro.

O advogado também contestou a informação de que a aeronave utilizada por Flávio Bolsonaro seria de Vorcaro. Segundo ele, a venda da cota de um terceiro à empresa Prime You ocorreu sem seu conhecimento ou autorização.

Tomaz afirmou ainda que, ao tomar conhecimento da transação, em abril de 2026, denunciou o contrato e passou a manter um litígio com a Prime You.

Sobre a investigação relacionada ao INSS, o advogado declarou que a apuração diz respeito exclusivamente à propriedade de um imóvel. Segundo sua versão, a hipótese investigada é a de que o bem pertenceria a um parlamentar.

Prisão em 2017

Willer Tomaz também foi preso em 2017, sob suspeita de tentar interferir nas investigações da Operação Greenfield, que apurou fraudes em fundos de pensão. O episódio é anterior à atual investigação sobre os descontos indevidos em benefícios do INSS.

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eleições no Brasil Flávio Bolsonaro Willer Tomaz

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