FINANCIAMENTO
Trump interferindo? PF investiga financiamento dos EUA nas eleições
Polícia Federal investiga suspeita de financiamento estadunidense em agendas da extrema-direita



A Polícia Federal iniciou uma apuração preliminar para investigar uma possível interferência externa nas eleições brasileiras, segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou que os relatórios recebidos até agora não indicam a existência de interferência internacional no processo eleitoral.
As manifestações tratam de dois temas ligados à segurança das eleições: uma suspeita de financiamento estrangeiro para impulsionar uma agenda política no Brasil e uma investigação sobre eventual risco a representações diplomáticas dos Estados Unidos no país.
Polícia Federal inicia procedimento preliminar
De acordo com Andrei Rodrigues, a PF abriu um procedimento prévio para apurar a suspeita de que o governo norte-americano de Donald Trump teria financiado uma agenda de extrema-direita no Brasil, com possível objetivo de interferir nas eleições brasileiras.
A apuração foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na última quinta-feira, 1º. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, a Diretoria de Inteligência da corporação foi designada pela área técnica para conduzir os trabalhos.
"Já é uma investigação em andamento, um procedimento prévio, mas ainda não foi publicada a portaria do inquérito policial", afirmou Rodrigues.
O pedido da AGU foi baseado em uma reportagem do jornal britânico The Guardian. A publicação apontou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria destinado US$ 1 milhão de um fundo voltado a direitos humanos e democracia para um programa chamado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil".
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TSE vê normalidade no processo eleitoral
Apesar da investigação preliminar aberta pela Polícia Federal, Nunes Marques afirmou que as informações recebidas até o momento pelo TSE não apontam elementos concretos de interferência internacional nas eleições.
A fala foi feita durante um balanço parcial do primeiro turno, na sede do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o ministro, os relatórios apresentados por órgãos de segurança e inteligência indicam normalidade na condução do pleito.
Investigação sobre embaixadas não apontou risco efetivo
Andrei Rodrigues também comentou uma apuração envolvendo possíveis ameaças contra a Embaixada dos Estados Unidos e outras representações diplomáticas no Brasil.
Na sexta-feira, 2, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. A ação investigava um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas norte-americanas.
O diretor-geral da PF explicou que o caso teve início após uma comunicação enviada pela própria embaixada dos Estados Unidos. No entanto, segundo ele, até agora não foi identificado nenhum elemento concreto que demonstrasse risco efetivo.
"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", afirmou.
"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada", completou.
Enquanto a PF segue com as apurações, o TSE afirma que o primeiro turno ocorre dentro da normalidade.


