ELEIÇÕES 2026
“Vão dar o troco”: economista critica Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1
Deputado federal classificou mudança de opinião repentina de candidato como "oportunista"



A mudança repentina do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que declarou ser a favor do fim da escala 6x1 — que deve ser votada nesta quarta-feira, 14, na Casa Alta —, foi vista como "oportunista" pelo economista e deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA).
A declaração do parlamentar foi feita ao portal A TARDE após o presidenciável afirmar, na terça-feira, 13, que votará a favor da proposta.
Flávio manifestou apoio à medida um dia antes da votação prevista para esta quarta-feira, 14, no Senado. Durante uma entrevista coletiva após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília, o senador afirmou que a maioria dos trabalhadores deseja o fim do modelo que prevê seis dias de trabalho para um de descanso.
No entanto, ele fez uma ressalva sobre o texto em discussão.
Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre Flávio Bolsonaro
Waldenor vê interesse eleitoral na mudança
Ao comentar a declaração, Waldenor Pereira classificou a mudança como “extemporânea” e afirmou que o posicionamento do candidato do PL seria motivado por interesses eleitorais.
“Revela o seu caráter oportunista de votar de acordo com interesses meramente eleitoreiros!”, criticou o deputado.

O parlamentar também afirmou acreditar que a mudança de discurso não terá o efeito esperado nas urnas. Waldenor projetou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
“O povo brasileiro vai lhe dar o troco nas urnas, no próximo dia 25, elegendo, de novo, Lula presidente”, declarou.
Flávio admite discutir mudanças na proposta
Apesar de declarar apoio ao fim da escala 6x1, Flávio Bolsonaro sinalizou a aliados que pretende discutir alterações na proposta após as eleições, caso seja eleito presidente.
Um dos pontos em debate é a possibilidade de flexibilizar as regras da jornada de trabalho por meio de acordos entre empresas e funcionários.
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A proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), da oposição, prevê um modelo flexível, no qual a distribuição das horas trabalhadas poderá ser negociada entre patrões e empregados. A possibilidade é criticada por integrantes do governo Lula.
Deputado relembra medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro
Waldenor Pereira também criticou as medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro e afirmou que a família do ex-presidente atuou contra os interesses dos trabalhadores.
“Quando governaram o país, aprovaram as reformas trabalhista e previdenciária que retiraram direitos fundamentais do povo brasileiro, além do congelamento do salário mínimo que reduziu o poder de compra”, afirmou o deputado.
O fim da escala 6x1 é um dos temas em debate na campanha presidencial e mobiliza propostas distintas sobre a jornada semanal, os períodos de descanso e a possibilidade de negociação entre empregadores e trabalhadores.


