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Experiência demais também pode tirar alguém de uma vaga? RH explica

Ter um ótimo portfólio não siginifica que tem chance de contratação

Evellyn Teixeira
Por
Ter um portfólio bom não siginifica que tem chance de contratação
Ter um portfólio bom não siginifica que tem chance de contratação - Foto: Foto gerada por IA

Ter um currículo extenso e acumular anos de experiência nem sempre são garantias de contratação. Em alguns processos seletivos, profissionais considerados superqualificados podem enfrentar resistência das empresas, que temem dificuldades de adaptação, insatisfação com o salário ou uma saída em pouco tempo.

Em entrevista ao portal A TARDE, Marcia Conceição, que trabalha com estratégia comercial, desenvolvimento de equipes, relacionamento com clientes e gestão de resultados, explica que o problema não está necessariamente no excesso de experiência, mas na compatibilidade entre o perfil do candidato e as exigências da oportunidade.

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“Uma pessoa pode ter muitos anos de carreira e, ainda assim, estar totalmente aberta a aprender, executar novas atividades e se adaptar a uma realidade diferente”, afirma. Para ela, o principal é entender como o profissional pretende utilizar sua bagagem na nova função.

Marcia Conceição
Marcia Conceição - Foto: Romário Magalhães

Por que empresas podem rejeitar candidatos superqualificados?

Entre as razões que podem levar uma empresa a descartar um candidato experiente está o receio de que ele fique insatisfeito com as atividades, a remuneração ou as possibilidades de crescimento.

Também há preocupação com a adaptação à liderança e a aceitação de processos diferentes daqueles aos quais o profissional estava acostumado.

Segundo Marcia Conceição, algumas organizações também podem interpretar a experiência do candidato como uma possível ameaça à gestão. No entanto, ela avalia que esses receios não devem se transformar em conclusões antecipadas durante a seleção.

A recomendação é investigar as motivações do profissional e verificar se suas expectativas estão alinhadas às condições oferecidas pela empresa.

Ter um portfólio bom não siginifica que tem chance de contratação
Ter um portfólio bom não siginifica que tem chance de contratação - Foto: Foto gerada por IA

Quando a experiência se transforma em diferencial?

Apesar dos possíveis obstáculos, a experiência pode representar uma vantagem importante. Profissionais com uma trajetória consolidada tendem a ter mais autonomia, maturidade para tomar decisões e uma visão ampla dos desafios do negócio.

Em equipes comerciais, por exemplo, esse conhecimento pode contribuir para aprimorar processos, resolver situações complexas e ajudar no desenvolvimento de outros integrantes da equipe.

Para isso, porém, é necessário demonstrar flexibilidade e disposição para aprender. “Ter experiência não significa saber tudo, e reconhecer isso é uma demonstração de maturidade profissional”, destaca Marcia.

A especialista ressalta que cada empresa tem sua própria cultura, seus processos e desafios. Por isso, estar disposto a compreender essa realidade é fundamental para transformar a experiência acumulada em contribuição para a organização.

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Empresas podem perder talentos ao rejeitar profissionais experientes?

Ao avaliar um currículo apenas pelo tempo de carreira ou pelo nível de qualificação, as empresas correm o risco de deixar passar profissionais capazes de contribuir para os resultados da equipe.

Isso porque nem todo candidato experiente busca uma promoção ou um cargo de liderança. Alguns podem estar interessados em mudar de área, encontrar novos desafios, conquistar mais qualidade de vida ou participar de um projeto com o qual se identificam.

Na avaliação de Marcia Conceição, compreender essas motivações permite analisar cada candidato de forma mais individualizada, sem limitar as possibilidades a padrões rígidos de crescimento profissional.

O que pesa mais na contratação?

A decisão de contratar deve considerar as competências técnicas, a experiência profissional e a compatibilidade com a função e a cultura da empresa. O peso de cada fator depende das exigências da vaga.

Embora a experiência possa facilitar a execução das atividades, o alinhamento com a equipe, o respeito às diferenças e a disposição para aprender também são importantes para uma relação profissional duradoura.

Para a especialista, uma contratação bem-sucedida não depende necessariamente do currículo mais impressionante, mas da identificação de alguém capaz de contribuir com os objetivos da organização e crescer junto com ela.

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