POLÊMICA
Felipe Neto leva sermão de médium após polêmica sobre Exu
Influenciador foi acusado de preconceito religioso ao utilizar termo de maneira errada


A fala de Felipe Neto sobre Exu continua dando o que falar. Após associar o nome de Tranca-Rua como referência ao diabo durante um vídeo de terror em suas redes sociais, o influenciador recebeu um sermão do médium e vidente Robério de Ogum.
“Essa confusão existe há anos e anos. Tem muita gente que ainda considera Exu um diabo, e isso não é verdade. Exu é guardião, é proteção. Ainda existe um preconceito religioso, mas estamos avançando muito”, disse ele, criticando a postura do famoso ao não estudar sobre o termo religioso antes de falar.
O líder religioso também alertou sobre as associações indevidas das pessoas sobre Exu. “No início, a nossa religião era tabu, preconceito. Hoje virou moda, mas ainda existem confusões e crenças erradas”, analisa.
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“Quando eu me desenvolvi, fazia meus trabalhos nas encruzilhadas, no interior, e quando voltava diziam: ‘É filho do diabo, filho do capeta’. Eu escutei isso muitas vezes. E a nossa missão é desmistificar isso, explicar, trazer conceito, clareza e sabedoria sobre a religião”, reforçou.
Pedido de desculpas
Após a repercussão do caso, Felipe Neto pediu desculpas publicamente pelo uso errado do termo, alegando que foi ensinado que tranca-rua era um apelido para o diabo.
“No vídeo de hoje do 'FN Joga', eu cometi um erro que considero grave. Sempre achei que tranca-rua fosse um apelido para "diabo" e usei dessa forma. Aprendi hoje que "tranca-rua" é Exu, que nada tem a ver com coisa ruim, muito pelo contrário”, disse ele em seu perfil do Instagram.
“Peço perdão a quem é de religião de matriz africana. Foi por ignorância. Aprendi e nunca mais repetirei”, completou o famoso, deixando claro que não pretende repetir o erro.
Ciente do pronunciamento do famoso, Robério de Ogum elogiou o fato dele ter reconhecido publicamente o erro. “Ele fez o que muita gente não faz: percebeu que estava errado, buscou entender e pediu desculpas”, destacou.
“O problema não é só o Felipe, é uma ideia que está na cabeça de muita gente até hoje. Temos que esclarecer, explicar e ensinar. Se essa polêmica fizer alguém pesquisar e entender que Exu não tem relação com o diabo, já serviu para alguma coisa. O preconceito muitas vezes nasce da ignorância”, concluiu.


