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Clube gigante da Série A avança para vender SAF por R$ 3 bilhões
Operação envolve investimentos, dívidas e outros compromissos


O Vasco da Gama avançou nesta sexta-feira, 25, no processo de venda de sua SAF, após a proposta da Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Lamacchia, vencer o leilão realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A operação envolve mais de R$ 3 bilhões em investimentos, dívidas e outros compromissos, e o resultado foi homologado por volta das 14h50 (de Brasília).
O negócio ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo do Vasco e, posteriormente, pela Assembleia Geral Extraordinária. A expectativa do presidente Pedrinho é que a operação seja concluída até o fim de outubro.
“É um momento histórico para a instituição. Fico muito emocionado, porque esse dia é só um dia, mas todos os dias de resistência e resiliência foram muito duros. Mas sabia que o que eu estava fazendo era certo”, disse Pedrinho.
SAF do Vasco envolve mais de R$ 3 bilhões
A proposta apresentada para a compra da SAF prevê R$ 500 milhões em aportes diretos para o futebol e outros R$ 150 milhões destinados ao centro de treinamento. O acordo também estabelece que o novo controlador assuma cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas do Vasco.
Além disso, está prevista a cobertura do déficit do futebol durante cinco anos. Atualmente, o rombo é estimado em aproximadamente R$ 300 milhões por temporada.
Pelo modelo apresentado, o novo controlador também assumiria responsabilidades financeiras previstas no processo de recuperação judicial, além de garantir pagamentos estabelecidos no plano e absorver determinados empréstimos já realizados pelo grupo.
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Vasco foi obrigado a realizar leilão
Apesar de haver apenas um interessado na compra da SAF, o Vasco foi obrigado por lei a abrir as ações para leilão, já que está em recuperação judicial.
A Almirante Participações foi incluída no edital como “stalking horse bidder”. Com isso, a empresa teve o direito de apresentar a primeira oferta, estabelecendo um valor para a SAF, além da preferência para igualar uma eventual proposta de outra companhia.


