ESPORTES
Clube se aproxima do pior jejum da história da Série B e espera SAF
Jogos sem vencer e salários atrasados marcam a pior crise da história da Ponte Preta


A goleada histórica por 6 a 0 sofrida pela Ponte Preta nesta quarta-feira, 20, complicou ainda mais a situação do clube paulista na Série B do Brasileirão. Lanterna da competição, a Macaca vive maior crise de sua história a está próxima de igualar o maior jejum sem vitórias na história da Segunda Divisão.
Com uma sequência pesada de 17 partidas sem vencer, com 14 derrotas e três empates, a Ponte pode igualar o recorde negativo que pertence ao ABC, equivalente a 19 jogos sem vitórias durante a edição de 2015. Foram 11 derrotas e oito empates da equipe potiguar durante o período.
O sinal de alerta voltou a disparar em Goiânia, onde a equipe perdeu por seis gols de diferença para o Vila Nova comandado pelo técnico Guto Ferreira. A Macaca havia sofrido 6 a 0 pela última vez há mais de 30 anos atrás, no Campeonato Paulista de 1995, contra o XV de Piracicaba, diante da sua própria torcida no Estádio Moisés Lucarelli.
Para não entrar para história mais uma vez de maneira negativa, a Ponte Preta precisa evitar uma derrota nos dois próximos compromissos: contra Avaí e América-MG. As duas equipes também brigam na parte de baixo da tabela da Série B, e, curiosamente, foram justamente os únicos adversários que o time paulista conseguiu vencer no primeiro turno.
Já com 11 partidas no comando da Macaca, o atual técnico Márcio Zanardi ainda busca a primeira vitória desde que chegou ao cargo. A equipe somou apenas 10 pontos na Segunda Divisão nesta temporada — 16 a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Avaí.
Leia Também:
Entenda a crise
A maior crise da história da Ponte passa por diversas camadas. São seis meses de salários atrasados aos jogadores, dívidas milionárias e processos inusitados — no último deles, uma padaria de Campinas cobrou a falta de pagamento de R$ 53.280,14 em relação aos serviços prestados no fornecimento de alimentos.
Diante de tantas dificuldades, a diretoria possui nas mãos a maior esperança de um futuro melhor para o clube: uma proposta de R$ 1 bilhão de um grupo interessado em adquirir sua SAF.
A ideia inicial é fazer a transição do modelo associativo para clube empresa para discutir a aceitação da oferta em seguida. O valor apresentado pelo grupo de investidores é dividido em R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas, outros R$ 300 milhões para o investimento no futebol em 10 anos, e mais R$ 400 milhões para a modernização do Moisés Lucarelli.


