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Ex-Bahia, lateral de time tradicional é alvo de operação contra tráfico

Lateral-direito afirmou estar sendo investigado por uma amizade e negou qualquer atitude ilegal

Marina Branco
Por
| Atualizada em
Hayner pelo Bahia
Hayner pelo Bahia - Foto: Reprodução I Instagram

Ex-jogador do Bahia, o lateral-direito Hayner, atualmente no Vila Nova por empréstimo do Santos, foi um dos alvos de uma operação que apura suposto envolvimento de investigados com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e ao tráfico interestadual de armas.

A ação foi deflagrada nesta segunda-feira, 31, e também teve como alvo David Corrêa da Fonseca, atacante do Vasco. Os dois jogadores estão sendo investigados pela Polícia Civil do Espírito Santo, e até o momento, por causa do sigilo do inquérito, não foram detalhadas publicamente as suspeitas individualizadas contra cada atleta.

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Hayner, de 30 anos, nasceu em Serra, no Espírito Santo, e passou pelo Bahia no início da carreira, defendendo o Tricolor em 2015 e 2016, antes de ser emprestado a Náutico e Paysandu.

O lateral também acumula passagens por clubes como Cuiabá, Sport, Atlético-GO, Coritiba, Santos e CRB, além de experiências no futebol português e ucraniano. Em 2026, soma 34 jogos pelo Vila Nova.

Operação mira endereços e clubes

A operação cumpre 15 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva nos estados do Rio de Janeiro e Goiás, no Distrito Federal e em cidades do Espírito Santo, como Vitória e Serra.

Além de endereços ligados aos investigados, os mandados também alcançaram clubes relacionados aos atletas. No caso de Hayner, o Vila Nova informou que houve cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do jogador e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, exclusivamente no armário pessoal do lateral.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil também foi ao CT do Vasco para cumprir mandado relacionado a David, mas nada foi encontrado no local.

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Ex-Bahia joga no clube de Guto Ferreira

Hayner está no Vila Nova, clube comandado por Guto Ferreira, outro nome conhecido da torcida do Bahia. O treinador teve passagens pelo Tricolor em 2016–2017, em 2018 e em 2021–2022, e ficou marcado principalmente por trabalhos em momentos de reconstrução da equipe baiana.

No clube goiano, Hayner tem contrato por empréstimo até o fim da temporada. O Vila Nova afirmou, em nota, que o jogador segue exercendo normalmente suas atividades profissionais enquanto aguarda os desdobramentos da investigação.

Guto Ferreira pelo Bahia
Guto Ferreira pelo Bahia - Foto: Reprodução I Instagram

Hayner e David nasceram em Serra

Um ponto em comum entre os dois jogadores citados na operação é a origem. Hayner e David nasceram em Serra, na Grande Vitória, e iniciaram a trajetória no futebol no Rio Branco-ES.

A coincidência ajuda a contextualizar a relação entre os atletas e o ambiente citado na investigação. No comunicado divulgado pelo Vila Nova, o clube afirma que, segundo relato de Hayner, o jogador acredita ter sido incluído entre os alvos por causa de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, oriundo da mesma comunidade onde ele cresceu no Espírito Santo.

David, que hoje defende o Vasco, também tem 30 anos e nasceu em Serra. O atacante passou pela base do Rio Branco-ES e depois seguiu carreira em clubes como Vitória, Cruzeiro, Fortaleza, Internacional, São Paulo e Vasco.

Jogador foi alvo de operação da Polícia Civil
Jogador foi alvo de operação da Polícia Civil - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Vila Nova nega envolvimento do atleta

Na nota oficial, o Vila Nova destacou que Hayner nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e que colaborou integralmente com as autoridades. O clube também afirmou que respeita o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

O time goiano informou ainda que aguarda os desdobramentos da operação e que tomará eventuais medidas apenas a partir dos fatos efetivamente apurados pelas autoridades competentes.

Imagem ilustrativa da imagem Ex-Bahia, lateral de time tradicional é alvo de operação contra tráfico
Foto: Reprodução I Instagram

Nota oficial do Vila Nova

O Vila Nova Futebol Clube vem a público se manifestar sobre a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Federal, que teve entre seus alvos o nosso atleta Hayner, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência e, no Centro de Treinamento Vila do Tigre, exclusivamente em seu armário pessoal, para averiguação.

Segundo relato do próprio atleta, não há qualquer envolvimento de sua parte com atividades ilícitas. Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo, local também relacionado a outros atletas que foram alvo da operação.

A medida tem como objetivo justamente averiguar a eventual existência, ou não, de qualquer relação ilícita entre o atleta e o investigado. Hayner colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O Vila Nova Futebol Clube também se colocou à disposição das autoridades e da Justiça para contribuir com o esclarecimento de todos os fatos. O clube ressalta que respeita integralmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais para a apuração de qualquer situação.

Até o momento, o atleta segue exercendo normalmente suas atividades profissionais. Ao longo de sua passagem pelo clube, o atleta sempre demonstrou profissionalismo, cumprindo regularmente suas obrigações e não tendo, até então, dado qualquer margem para questionamentos dessa natureza.

O Vila Nova aguarda os desdobramentos da operação e, a partir dos fatos que forem efetivamente apurados pelas autoridades competentes, tomará as medidas que eventualmente se fizerem necessárias.

O clube reforça, por fim, que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades, cumprindo rigorosamente seus compromissos legais e colaborando para o esclarecimento dos fatos.

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