E.C.VITÓRIA
Caíque diz que repetiria sacrifício para jogar final e exalta torcida
Volante rubro-negro concedeu entrevista à TV Vitória


O volante Caíque Gonçalves relembrou o sacrifício feito na partida de ida da final da Copa do Nordeste 2026, conquistada pelo Esporte Clube Vitória, e reforçou o perfil de “guerreiro” ao atuar mesmo com uma fratura na costela.
Em entrevista concedida à TV Vitória, o jogador deixou claro que “não ia ser aquele momento que ia fazê-lo desistir”, o que o levou a pedir uma injeção para suportar a dor e seguir em campo na decisão.
“Na minha vida eu nunca desisti, Desde pequeno, sempre corri atrás do meu sonho. A minha trajetória é bem diferente de muitos atletas que têm no futebol. Não ia ser aquele momento que ia me fazer desistir, então eu cheguei ali no Jair [Ventura, técnico], cheguei nos doutores, falei que queria tomar injeção para continuar no jogo, mesmo com a fratura aí na costela", iniciou.
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"Uma final eu não queria ficar de fora e tomei a injeção, consegui terminar o primeiro tempo, tentei voltar para o segundo, só que o sangue esfriou, então ficou impossível”, afirmou.
O meio-campista ainda frisou que repetiria a decisão, destacando a identificação com o clube e a conquista do título como fatores que reforçam a escolha feita na ocasião.
“Para mim aquilo é um sacrifício que eu faria novamente, ainda mais defendendo essas cores que eu me identifiquei. No começo tive um pouco de dificuldade, mas depois tudo se acertou. A identificação está aí, estou muito feliz de estar defendendo essas cores. E valeu a pena, né? Mesmo não tendo jogado no segundo jogo, meus companheiros fizeram o melhor e nós saímos campeões", celebrou.
"Então, se tivesse que repetir, eu faria de novo, que isso é de mim. Eu sou um cara guerreiro, lutador, que odeia ficar de fora. Então, como eu falei, se fosse pra fazer de novo, é o que eu iria fazer de novo pra continuar jogando”, garantiu.

Identificação com a torcida
Ao falar sobre o ambiente no Barradão, Caíque voltou a usar um tom pessoal e destacou que a energia vinda das arquibancadas “bate junto com o meu espírito”, ao comentar a forte identificação criada com a torcida rubro-negra.
“Cara, é uma coisa muito louca, velho. Os caras aqui são apaixonados demais. Eu vou falar pra você que eu já joguei em dois clubes de massa aqui no Nordeste, que é o Vitória e o Ceará. Lá no Ceará o pessoal também é fanáticos, mas aqui igual os caras fizeram e faz. Vou falar pra você, não é puxando o saco não, mas é aqui os caras são fanáticos mesmo, loucos pelo clube. Eles vivem isso daqui de verdade. O pessoal daqui é apaixonado, então pra mim, cara, isso daqui tá sendo top demais. Tá batendo junto com o meu espírito, né?”, disse.
O volante ainda ressaltou como o apoio vindo das arquibancadas influencia diretamente na entrega dentro de campo, chegando a afirmar que é impossível não se doar diante da atmosfera criada pela torcida.
“Sou um cara guerreiro, lutador, que não desisto. E ver o que esses caras fazem na arquibancada, não tem como não jogar, não tem como não correr. Meu tio, que pra mim é o meu espelho, que pra mim é meu pai,ele fala: ‘Pô, não tem como não correr, olha aí a torcida’. O cara que não sente vontade de correr aqui tá morto por dentro. É o que eu sinto. Você entra no Barradão e olha a torcida, as músicas, o cara já se arrepia todo”.
Caíque no Vitória
Caíque Gonçalves soma 25 jogos disputados pelo Vitória, tendo iniciado 24 deles como titular.
Embora não tenha marcado gols e nem distribuído assistências, ele é peça importante na marcação do meio-campo e chegou a atuar também como zagueiro.


