DÍVIDA SÓ AUMENTA
Vitória x Grêmio: Fábio Mota reafirma valor e revela prejuízo aos cofres do Leão
Presidente do Rubro-Negro baiano desabafou sobre o caso Wagner Leonardo


Ainda sem receber parcelas da venda de Wagner Leonardo ao Grêmio, o Esporte Clube Vitória segue cobrando o débito a que tem direito. No total, o clube baiano reforçou que os valores já ultrapassam a casa dos 2,5 milhões de dólares, o que foi negado pelo Imortal.
O presidente Fábio Mota explicou que o Vitória contraiu dívidas com empresários e clubes por contar com esse dinheiro para seu planejamento da temporada.
Na segunda-feira, 7, o dirigente chamou atenção ao chamar o clube gaúcho de “caloteiro” após a partida entre as equipes no Barradão.
Orçamento do Vitória contava com o dinheiro
De acordo com Mota, o Vitória precisaria receber esses valores do Grêmio para pagar as compras de Erick, junto ao São Paulo, e Baralhas, ao Atlético-GO, além de outras pendências com empresários.
“Contamos com esse dinheiro para pagar uma parcela de Erick ao São Paulo. Contamos com esse dinheiro para pagar uma parcela de Baralhas ao Atlético-GO. O Grêmio fez quase R$ 100 milhões em vendas, ignorou nossas cobranças e levamos um transfer ban da Fifa porque o contrato estava espelhado com o do Portimonense”, disse à Rádio Grenal.
“Um furo de R$15 milhões no orçamento é muito grande. O que eu tive que fazer? Suspendi pagamentos de comissões para empresários, suspendi pagamentos aos clubes que passei a dever e passei a discutir para reparcelar as dívidas. Criou-se um constrangimento muito grande”, completou Mota.
Fábio Mota detalha dívida vencida
Apesar de reconhecer a dívida com o Vitória, o clube gaúcho se pronunciou negando parte do montante, que, segundo eles, seria de 1 milhão de dólares.
No entanto, Fábio Mota garantiu que o contrato entre as partes, no momento que uma parcela era vencida e não era paga depois de dois meses, vencia por completo e fazia o débito aumentar.
“A partir do momento que uma parcela é vencida e passam 60 dias de inadimplência, vence todo o contrato. Hoje, juridicamente, a dívida do Grêmio é de 2,5 milhões de dólares”, explicou o dirigente.
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Dirigentes do Grêmio não aparecem no Barradão
Durante a vitória do Leão sobre o Imortal na segunda, Fábio Mota criou a expectativa de encontrar a diretoria gremista para debater sobre a resolução do caso. No entanto, afirmou ter sido informado que uma situação médica impediu a ida da cúpula gaúcha ao Barradão.
“Não apareceram no estádio. Odorico [Roman, presidente do Grêmio] não estava aqui. Isso me irritou mais ainda. Satisfação também paga dívida. Eu esperava que ele viesse aqui fazer o novo plano de parcelamento, para que eu pudesse acalmar quem está me cobrando por eu não ter recebido do Grêmio. Simplesmente ignoraram”, lamentou.
O Grêmio também negou essa informação, alegando que o departamento de futebol estava completo no jogo, com a presença do vice-presidente de futebol Rafael Lima e do executivo Paulo Pelaipe. Mota explicou que o integrante da delegação presente não tinha “autonomia” para debater a situação.
“Apenas o chefe da delegação estava no Barradão, mas ele não tem autonomia para isso. Era pra ser uma conversa de presidente para presidente”, indicou.


