E.C.VITÓRIA
Grêmio reage após ser chamado de 'caloteiro' por Fábio Mota
Declaração do presidente do Vitória foi direcionada à dívida do Grêmio referente a Wagner Leonardo

O Grêmio reagiu às falas do presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, que chamou o clube gaúcho de “time caloteiro” após o confronto entre os times na última segunda-feira, 7. A declaração do dirigente rubro-negro foi direcionada à dívida do Grêmio referente ao zagueiro Wagner Leonardo, vendido pelo Leão no início de 2025 por US$ 4,5 milhões (R$ 26 milhões na época).
Além disso, Fábio Mota valorizou a vitória por 1 a 0 no Barradão, afirmando que seria uma injustiça perder para o Tricolor Gaúcho. Ele ainda revelou que entrou na Justiça para cobrar os valores devidos e que a diretoria gremista não esteve no Barradão.
O que diz o Grêmio?
Segundo apuração do ge, o Grêmio contestou a informação de Fábio Mota de que não havia dirigentes do clube na partida válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, afirmando que o departamento de futebol estava completo no jogo, com a presença do vice-presidente de futebol Rafael Lima e do executivo Paulo Pelaipe.
O clube gaúcho também reconhece a dívida com o Vitória, mas argumenta que o valor é de pouco mais de US$ 1 milhão, diferentemente dos US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) ditos por Fábio Mota.
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Ainda de acordo com o ge, o Vitória teria antecipado o valor total da transferência do zagueiro com um fundo de investimentos, e agora depende do pagamento do Grêmio para repassar os valores ao credor. No entanto, o presidente Fábio Mota reconheceu ao portal A TARDE que o clube baiano antecipou somente a parcela referente a dezembro de 2026, que já foi paga pelo próprio Vitória.
Além disso, Fábio Mota reforçou que a dívida do Grêmio ainda é de US$ 2,5 milhões.
Wagner quase retornou ao Vitória
Neste ano, o Grêmio procurou o Vitória para resolver a questão. Os times negociaram e chegaram a um acordo para que Wagner Leonardo retornasse ao clube baiano, com um valor adicional para encerrar a dívida.
Depois disso, o Vitória pediu que houvesse uma garantia bancária formal para o negócio. De acordo com o Grêmio, essa garantia foi apresentada, mas o Vitória voltou atrás e recusou o acerto.
Esfera judicial
Mota também afirmou que o negócio está judicializado, informação que o Grêmio nega.
O clube gaúcho diz que não foi citado em nenhum processo que envolva a dívida, garantindo que a situação não entrou em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Inclusive, o Grêmio entende que seria o foro adequado para resolver a questão, segundo apuração do ge.
O Grêmio entrou com um pedido de plano coletivo na CNRD neste ano e não há nenhuma dívida do Vitória listada. Ano passado, o clube baiano entrou contra o Grêmio na entidade, mas em relação à venda do lateral Lucas Esteves.


