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FUTEBOL NORDESTINO

Estádio do Nordeste pode reabrir com aporte de R$ 20 milhões

Projeto de recuperação do patrimônio tricolor prevê investimento milionário e reabertura gradual

Téo Mazzoni
Por
Investidores da SAF planejam aportar R$ 20 milhões no estádio ao longo dos próximos três anos, enquanto o Santa Cruz trabalha para voltar a receber sua torcida em 2027.
Investidores da SAF planejam aportar R$ 20 milhões no estádio ao longo dos próximos três anos, enquanto o Santa Cruz trabalha para voltar a receber sua torcida em 2027. - Foto: Gustavo Borges/FPF

O torcedor do Santa Cruz pode estar mais perto de voltar a acompanhar o time no Arruda. Fechado para receber partidas desde 13 de julho de 2025, o estádio José do Rego Maciel está no centro de um planejamento que busca viabilizar sua reabertura e permitir que o clube volte a atuar diante de sua torcida em sua própria casa já no início de 2027.

Para acelerar o processo, o Santa Cruz estabeleceu um grupo de trabalho com representantes dos três poderes da instituição: Executivo, Conselho Deliberativo e Comissão Patrimonial. A iniciativa tem como objetivo coordenar os estudos, avaliar as necessidades estruturais do estádio e definir as intervenções necessárias para liberar o espaço ao público.

O grupo é formado por Tarcisio Magalhães e Sergio Goiana, pela Comissão Patrimonial; Bruno Rodrigues e Guilherme Leite, pelo Executivo; além de Victor Pessoa de Melo, representante do Conselho Deliberativo.

A expectativa de retomada das atividades no Arruda também ganha importância diante dos planos de implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Os investidores responsáveis pelo projeto preveem um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões no estádio ao longo dos próximos três anos, com o objetivo de recuperar e melhorar a estrutura de um dos principais patrimônios do clube.

Arruda busca superar problemas estruturais para voltar a receber jogos

A última partida disputada no Arruda aconteceu em 13 de julho de 2025, quando o Santa Cruz empatou em 1 a 1 com o Santa Cruz de Natal, pela Série D do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o estádio funcionava com apenas 50% de sua capacidade liberada.

Durante e após o confronto, torcedores registraram e divulgaram nas redes sociais imagens que evidenciavam problemas na estrutura do equipamento, incluindo danos no concreto da arquibancada superior e ferragens expostas. As condições do estádio reforçaram a necessidade de intervenções para garantir a segurança do público.

Desde então, mesmo diante das limitações financeiras da associação, o clube vem realizando pequenos reparos e intervenções estruturais para avançar no processo de recuperação do Arruda.

Em agosto, uma atualização da Defesa Civil do Recife apontou que o Santa Cruz havia atendido recomendações relacionadas à recuperação de um trecho entre os portões 5 e 6. Com isso, a classificação de risco da área foi reduzida de Risco Muito Alto (R4) para Risco Médio (R2).

"O parecer da Defesa Civil do Recife considera que foram atendidas as recomendações relacionadas ao trecho entre os Portões 5 e 6, em especial quanto à delimitação e à execução dos serviços de recuperação estrutural no local. Assim, o grau de risco no trecho foi reduzido de Risco Muito Alto (R4) para Risco Médio (R2). A classificação anterior não estava relacionada à constatação de risco iminente de colapso global da estrutura, mas à possibilidade de ocorrência de acidentes localizados decorrentes das manifestações patológicas identificadas", informou em nota.

A proposta inicial do clube era promover a reabertura de maneira gradual, liberando setores conforme o andamento das intervenções e as autorizações dos órgãos competentes. Nesse primeiro momento, a expectativa era receber aproximadamente 15 mil torcedores, com acesso às cadeiras, sociais, camarotes e a uma parte da arquibancada superior localizada no lado do canal do Arruda.

Entretanto, a definição dos setores que poderão receber público ainda depende dos estudos técnicos em andamento.

Guilherme Leite, profissional com experiência nas operações de jogos do Santa Cruz e considerado uma das peças importantes no processo de transição para a SAF, explicou que o clube trabalha na avaliação das necessidades do estádio antes de estabelecer um cronograma de execução.

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Estão acontecendo neste momento os estudos e orçamento para início das intervenções. Dessa forma, ainda não existe esse detalhamento de setorização Guilherme Leite


Além da conclusão das obras e adequações necessárias, a reabertura do Arruda depende da aprovação do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e da emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento indispensável para a liberação do estádio.

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SAF prevê investimento de R$ 20 milhões no Arruda

A recuperação do Arruda também está diretamente ligada aos planos dos investidores que pretendem assumir o futebol do Santa Cruz por meio da SAF. A previsão é de que aproximadamente R$ 20 milhões sejam destinados ao estádio ao longo dos próximos três anos.

O aporte representa uma perspectiva importante para a recuperação do patrimônio coral, que enfrenta problemas estruturais e necessita de intervenções para voltar a receber partidas com segurança e melhores condições para os torcedores.

A proposta prevê que o estádio seja cedido ao grupo de investidores por meio de um contrato de comodato, modalidade que permite o empréstimo gratuito de um bem, mediante determinadas obrigações de conservação e utilização durante um período estabelecido.

Com a implementação da SAF próxima de ser sacramentada, também haverá mudanças na organização administrativa responsável pelo patrimônio do clube.

Atualmente, a Comissão Patrimonial possui independência dentro da estrutura política do Santa Cruz. Com a nova configuração, seus integrantes passarão a responder diretamente ao presidente do Executivo, função que voltará a ser ocupada por Bruno Rodrigues, eleito por aclamação ainda neste ano.

Nesse cenário, Adriano Lucena, que presidiu a Comissão Patrimonial durante o último triênio, não deverá integrar a próxima composição do grupo e já não participa oficialmente das atividades relacionadas ao processo.

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