CRISE
Fim da greve: Ponte Preta tem 19 saídas e fica com só seis jogadores
Jogadores voltaram mesmo sem terem recebido pagamentos atrasados há seis meses


A greve do Ponte Preta chegou ao fim - mas os problemas do time estão longe de terminar. A crise financeira da Ponte Preta reduziu drasticamente as opções do técnico Gilson Kleina para a sequência da Série B.
Mesmo após o fim da paralisação por salários atrasados, a Macaca acumula 19 saídas desde o início da competição e tem apenas seis jogadores do grupo principal à disposição para enfrentar o São Bernardo, no domingo, às 18h30, no Majestoso.

Os atletas disponíveis do elenco profissional são os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, o lateral-esquerdo Danilo Barcelos, os volantes André Lima e Murilo Cavalcante e o atacante David da Hora. Com o grupo enxuto, Kleina terá que recorrer novamente a jovens das categorias de base para completar a equipe.
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Debandada atinge todos os setores
As saídas mais recentes de Léo Gomes e Daniel Baianinho agravaram o cenário da Ponte. Ao todo, 19 jogadores deixaram o clube desde o início da Série B, em uma debandada provocada pela crise financeira e pelos atrasos salariais.
A lista inclui o goleiro Diogo Silva; os zagueiros Márcio Silva, Weverton e David Braz; os laterais Thalys, Lucas Justen, João Gabriel e Bryan Borges; os volantes Rodrigo Saravia, Tárik e Léo Gomes; e os atacantes Diego Tavares, William Pottker, Kaio Ganga, Bruno Lopes, Rodriguinho, Luis Phelipe, Brandão e Daniel Baianinho.

Além das baixas definitivas, o treinador ainda lida com desfalques por lesão. Rodrigo Souza, Jonathan Cafu e Diego Porfírio estão no departamento médico. Já o meia Elvis, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, não joga mais nesta temporada.

Base volta a ser solução
Com poucas opções no elenco principal, a Ponte deve voltar a usar atletas da base para completar o time. A situação já havia acontecido no último domingo, contra o América-MG, quando a Macaca viajou apenas com jovens formados no clube para evitar um W.O. em Belo Horizonte.
Na ocasião, a equipe foi derrotada por 2 a 0, expondo ainda mais a gravidade da crise interna, que deixou o time sem condições de contar com boa parte do elenco profissional.

Jogadores voltaram mesmo sem pagamento
A paralisação dos atletas terminou na última terça-feira, 1°. Segundo o advogado Filipe Rino, representante do elenco no caso, os jogadores decidiram retomar os treinamentos mesmo sem o pagamento dos salários atrasados, em respeito à instituição e à torcida.
Quando anunciaram a greve, na semana passada, os atletas afirmaram que alguns jogadores estavam há seis meses sem receber. Em casos específicos de jogadores e integrantes do departamento de futebol, os atrasos chegam perto de um ano.

Ponte amarga jejum histórico
Dentro de campo, a crise também se reflete nos resultados. A Ponte Preta não vence há 19 rodadas e igualou o pior jejum da história da Série B na era dos pontos corridos, ao lado do ABC de 2015.
A Macaca ocupa a lanterna da competição, com apenas dez pontos em 25 jogos. Contra o São Bernardo, no Majestoso, o time tenta interromper a sequência negativa em meio a um dos momentos mais delicados de sua história recente.



