'NOVA GERAÇÃO'
Sem Neymar e medalhões, Ancelotti aponta para renovação na Seleção
Treinador italiano falou sobre o planejamento à frente da Seleção para o ciclo da Copa de 2030

O italiano Carlo Ancelotti participou de uma entrevista nesta quarta-feira, 29, onde falou sobre os planos da Seleção Brasileira no ciclo para a Copa do Mundo de 2030, depois de comandar a equipe na eliminação precoce para a Noruega, nas oitavas de final do torneio deste ano. No entanto, antes de virar a página, ele relembrou a eliminação no Mundial.
“Não foi um período fácil, por causa da tristeza, da decepção da derrota. É uma derrota diferente, porque é uma derrota em uma Copa do Mundo. Você não tem tempo como em um clube de reagir, de recuperar. E a derrota fica dentro mais tempo”, desabafou.
Após um período de “luto” no Canadá depois da eliminação, Ancelotti voltou ao Rio de Janeiro na terça-feira e começou a planejar o próximo ciclo com o departamento de seleções, iniciando o processo de observação para a convocação de setembro, quando o Brasil vai encarar Austrália e Índia em amistosos.
Renovação
Uma das principais decisões de Ancelotti é o encerramento do ciclo de alguns dos jogadores mais experientes que participaram da Copa do Mundo de 2026, como Neymar. Segundo ele, poucos jogadores acima dos 30 anos terão sequência na Seleção.
“Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar, passando por Danilo, Casemiro… todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”, declarou o italiano.
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Entre os mais experientes, Marquinhos é um dos jogadores que Ancelotti entende ter importância em uma reconstrução necessária, mas não radical, visto que o italiano estabeleceu o título da Copa América de 2028 como o primeiro objetivo do Brasil neste ciclo:
“Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar [na Seleção], não digo na próxima Copa do Mundo de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028”.


