FUTEBOL BRASILEIRO
Gigante da Série A cobra respostas para implementação de SAF: "Aguardando"
Questionamentos foram enviados a grupo que pretende comprar a SAF


A implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Corinthians segue estagnada e uma cobrança pública foi feita pelo presidente do clube, Omar Stabile, na busca por respostas. Ele explicou que o grupo SAFiel, que fez uma proposta pela aquisição do Timão, recebeu um documento com 105 questionamentos feitos pela diretoria e pelos órgãos do clube. As partes não chegaram a um acordo.
O documento com questionamentos ao grupo SAFiel foi elaborado por Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, que indicou a necessidade de novos encontros para discutir os detalhes da possível SAF. Existe expectativa pela resposta do grupo até esta sexta-feira, 4.
"Eles ficaram de responder até esta sexta-feira. Nós estamos aguardando essa resposta. Eu acredito que a reunião para eles responderem às perguntas deve ser convocada, mas agora preciso aguardar para saber quando eles vão apresentar essas respostas", afirmou Stabile em entrevista à Energia 97.
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Em uma reunião nesta semana, representantes do Conselho Deliberativo, Conselho de Orientação (Cori) e Conselho Fiscal estiveram presente. O presidente do Corinthians afirmou que o encontro terminou com questionamentos respondidos, mas outros ainda pendentes.
A negociação para venda da SAF acontece em meio a uma crise financeira do Corinthians, que enfrenta transfer bans e outras pendências, principalmente a dívida com a Caixa Econômica Federal, relacionada à Neo Química Arena.
"O Corinthians precisa fazer um trabalho de redução de custos. Precisamos manter um time competitivo, mas não podemos gastar mais do que arrecadamos. Se for necessário, também vamos recorrer à antecipação de receitas, principalmente para garantir o pagamento de salários e direitos de imagem", afirmou.
Os empresários que comandam o projeto SAFiel enviaram à diretoria do Corinthians nesta semana uma carta em que se colocam à disposição para buscar recursos destinados à quitação da dívida do clube com a Caixa Econômica Federal pela construção da Neo Química Arena. A dívida atual é de R$ 642 milhões.


