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R$ 3 BI EM JOGO

Gigante da Série A tem SAF de R$ 3 bilhões travada pela Justiça

Venda da SAF depende de autorização judicial para abertura do processo competitivo

Téo Mazzoni
Por
Venda da SAF de R$ 3 bilhões aguarda decisão da Justiça
Venda da SAF de R$ 3 bilhões aguarda decisão da Justiça - Foto: Daniel Ramalho / Vasco da Gama

O Vasco aguarda uma autorização da Justiça para dar um novo passo no processo de venda de sua SAF. Marcos Lamacchia, empresário interessado na aquisição da Sociedade Anônima do Futebol do clube, afirmou que a negociação depende da liberação para a abertura do processo competitivo.

De acordo com informações do ge, Vasco e Lamacchia esperam uma decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de recuperação judicial do clube.

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A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco. Por enquanto é isso que eu posso dizer Marcos Lamacchia - ao ge

Nos bastidores de São Januário, existe a avaliação de que a abertura do processo competitivo já poderia ter sido autorizada. O clube e o empresário não compreendem o motivo da demora, especialmente após manifestações favoráveis do Ministério Público e da administração judicial.

Segundo o ge,
Vasco e Marcos Lamacchia já solicitaram em diversas ocasiões a abertura do processo competitivo. Antes de tomar uma decisão, a magistrada havia solicitado manifestações do Ministério Público, da administração judicial e do gatekeeper. Até o momento, apenas o último ainda não havia apresentado seu parecer.

O gatekeeper é responsável pela fiscalização e pelo monitoramento do processo de recuperação judicial do Vasco. A função é exercida pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem.

Proposta de Lamacchia será referência na disputa pela SAF

O Vasco já possui uma proposta formal da Almirante Participações, empresa ligada a Marcos Lamacchia. O valor apresentado servirá como referência mínima para o processo competitivo envolvendo a UPI Equity.

Com a abertura da disputa, outros interessados poderão apresentar ofertas pela participação. Caso um terceiro apresente uma proposta superior, Lamacchia terá o direito de igualar o maior valor para manter a preferência na operação.

Se nenhuma proposta de terceiros superar a apresentada pela Almirante Participações, a oferta de Lamacchia será declarada vencedora. Mesmo assim, a operação ainda precisará cumprir outras etapas previstas no processo do clube, incluindo a análise e aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral.

Por isso, a autorização judicial é considerada atualmente o principal obstáculo para o avanço da negociação. O entendimento dentro do Vasco é de que, caso o processo competitivo seja liberado e a venda seja concluída rapidamente, o clube não precisaria buscar novos empréstimos neste momento. As tentativas de obtenção de novos recursos também foram bloqueadas por decisão da juíza.

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Negociação com Lamacchia supera R$ 3 bilhões

O acordo de investimento atualmente negociado entre o Vasco e Marcos Lamacchia envolve pouco mais de R$ 3 bilhões. O montante contempla diferentes frentes, como o pagamento de dívidas, investimentos no futebol e nos centros de treinamento e recursos para cobrir o déficit de caixa do clube ao longo de cinco anos.

Vasco e Lamacchia discutem os termos do contrato de investimento há meses. A conclusão da operação, porém, depende do cumprimento de uma série de condições e etapas previstas no processo de recuperação judicial.

Entre os requisitos estão a vitória de Lamacchia no processo competitivo relacionado à recuperação judicial, a aprovação da operação pelo juízo responsável, a conclusão das auditorias e o cumprimento de todas as etapas internas estabelecidas pelo clube.

Outro ponto ainda pendente envolve a A-CAP. O Vasco mantém uma negociação paralela com representantes da empresa norte-americana, em um processo que envolve diferentes questões, incluindo disputas na Arbitragem da FGV e tratativas relacionadas a valores.

Como os recursos seriam distribuídos

O acordo em negociação prevê diferentes destinações para os recursos envolvidos na operação. A maior parte seria direcionada para o pagamento de dívidas e para a manutenção da estrutura financeira do clube nos próximos anos.

A distribuição prevista atualmente é a seguinte:

  • R$ 1 bilhão para o pagamento de dívidas, incluindo compromissos relacionados à recuperação judicial e débitos tributários. A dívida bruta do Vasco é estimada em R$ 1,3 bilhão;
  • R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit de caixa durante cinco anos, com base em projeções da Alvarez & Marsal. Atualmente, o Vasco gera cerca de R$ 500 milhões em receitas e possui aproximadamente R$ 800 milhões em despesas;
  • R$ 500 milhões em aportes no futebol ao longo de cinco anos, incluindo investimentos em contratações. Os valores não são necessariamente fixos nem precisam ser distribuídos de forma proporcional;
  • R$ 120 milhões destinados à modernização e ampliação do centro de treinamento do futebol profissional;
  • R$ 30 milhões para investimentos no centro de treinamento das categorias de base.
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SAF série a vasco

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