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Apesar de pressão, Síria promete reprimir protestos

Publicado quinta-feira, 28 de abril de 2011 às 16:04 h | Atualizado em 28/04/2011, 16:04 | Autor: Agencia Estado
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O ministro da Informação da Síria, Adnan Mahmud, afirmou hoje que a repressão continuará, apesar das ameaças da União Europeia de sanções e da crescente pressão internacional pela autorização de manifestações pacíficas. "As autoridades estão determinadas a restaurar a segurança, a estabilidade e a paz para os cidadãos", disse. Mais de 450 manifestantes foram mortos na repressão.

Segundo o ministro, mais de 50 soldados e dezenas de policiais foram mortos e centenas ficaram feridos desde o início da revolta. Novas manifestações estão previstas para amanhã, dia das preces semanais muçulmanas, quando tradicionalmente têm havido atos políticos após as orações.

Hoje, tanques entraram na cidade portuária de Latakia e as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes. Além disso, houve muitos disparos na cidade de Deraa, epicentro dos protestos, no sul do país, segundo testemunhas.

Historicamente, Latakia tem vínculos com a minoria alauita, uma dissidência do xiismo islâmico. Atualmente, vivem pessoas de diversas religiões na cidade, com maioria sunita na área urbana e de alauitas no interior. Analistas temem o aumento da violência sectária no país.

Turquia

A Turquia enviou hoje uma delegação de alto nível de especialistas para aconselhar a Síria sobre como implementar reformas rápidas, informa o Wall Street Journal. A medida é um sinal de que Ancara está preocupada com a possibilidade de a crescente violência na região atrapalhar ganhos comerciais e de política externa.

A decisão de enviar a equipe foi tomada em acordo com a liderança síria, segundo Selim Yenel, o vice-subsecretário para as Américas do Ministério das Relações Exteriores turco. Os líderes turcos pedem repetidamente que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, atue com comedimento para lidar com os protestos e que ele implemente reformas rapidamente, porém os apelos têm sido ignorados.

Em meio a uma campanha eleitoral, porém, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que tem uma relação próxima com Assad, foi criticado por oposicionistas nos últimos dias, por sua postura muito branda com o presidente sírio. "Nós não queremos um regime autoritário, totalitário" na Síria, afirmou Erdogan na noite de ontem. "Nós esperamos que o processo de democratização seja obtido rapidamente. Nossos representantes irão apresentar (a Assad) algumas de nossas preparações". As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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